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Marcello Casal jr/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde informou na sexta-feira (17), que concluiu todos
os processos de licitação para a compra de medicamentos adquiridos de forma
centralizada pela pasta. Os remédios serão enviados ao longo do mês para as
secretarias estaduais, responsáveis por distribuí-los aos municípios para abastecimento
de toda a rede pública. Para contratos assinados recentemente, a distribuição
deve ocorrer em até dez dias.
“Cabe esclarecer que muitos processos de compra não foram
iniciados no tempo devido e, desde janeiro deste ano, o Ministério da Saúde vem
se dedicando exaustivamente à regularização do abastecimento de medicamentos em
todo o país. Para isso, ações propositivas vêm sendo implementadas para ordenar
o planejamento das aquisições e otimizar os fluxos processuais”, destacou o
ministério, por meio de nota.
Entre essas ações, segundo a pasta, está a ampliação dos
processos licitatórios de compra para abastecimento de, no mínimo, um ano. A
expectativa do governo federal é que a mudança proporcione maior condição de
previsibilidade dos estoques, atendendo à Lei de Licitações 8.666/93. Até
então, muitos processos eram feitos para abastecimento de um período curto de
tempo, como de três a quatro meses.
“No último mês, medidas emergenciais também foram adotadas
para garantir o abastecimento imediato, como remanejamento de estoques e
antecipação da entrega de medicamentos por laboratórios com contratos
vigentes”, completou o comunicado.
O ministério informou ainda que busca, junto ao Tribunal de
Contas da União (TCU), autorização para ampliar para até cinco anos a renovação
anual de contratos de compras de medicamentos de uso contínuo, como
imunossupressores usados para diminuir o risco de rejeição a um órgão após
realização de transplante. Esse formato, de acordo com a pasta, já é utilizado
na aquisição de fatores de coagulação.
“Por fim, o Ministério da Saúde informa que todas as
informações e dificuldades relacionadas aos processos de compra foram e
continuam sendo compartilhadas com o Tribunal de Contas da União e demais
órgãos de controle, como recursos interpostos pelas empresas participantes,
distribuidoras que assinaram contrato com o Ministério da Saúde e não cumpriram
os prazos de entrega, dentre outros de origem judicial”, concluiu.
Por: Agência Brasil.

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