O documento aponta uma longa sucessão de transferências para
deputados, senadores, prefeitos, governadores e agremiações políticas
O juiz federal Sérgio Moro decretou nesta quarta-feira,
sigilo sobre a superplanilha da Odebrecht que cita dezenas de políticos e
partidos como supostos destinatários de valores da empreiteira. O magistrado
pediu ao Ministério Público Federal que se manifeste sobre ‘eventual remessa’
da documentação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A superplanilha foi apreendida em fevereiro na Operação
Acarajé, desdobramento da Lava Jato, na residência do empresário Benedicto
Barbosa da Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura.
O documento aponta uma longa sucessão de transferências para
deputados, senadores, prefeitos, governadores e agremiações políticas.
Inicialmente, a Acarajé estava sob sigilo. Depois que a
operação foi deflagrada, em fevereiro, o magistrado afastou o sigilo dos autos,
como tem feito desde o início da Lava Jato.
Nesta quarta-feira, ao constatar que a lista contém
‘registros de pagamentos a agentes políticos’, Moro restabeleceu o sigilo nos
autos.
"Prematura conclusão quanto à natureza desses
pagamentos. Não se trata de apreensão no Setor de Operações Estruturadas da
Odebrecht e o referido Grupo Odebrecht realizou, notoriamente, diversas doações
eleitorais registradas nos últimos anos", argumentou o juiz.
"De todo modo, considerando o ocorrido, restabeleço
sigilo neste feito e determino a intimação do Ministério Público Federal para
se manifestar, com urgência, quanto à eventual remessa ao Egrégio Supremo
Triunal Federal para continuidade da apuração em relação às autoridades com
foro privilegiado."
Por: Diario de Pernambuco.

Nenhum comentário:
Postar um comentário