Espetáculo investe ainda mais em nomes famoso e efeitos
especiais
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Maria (Bianca Rinaldi) e Jesus (Igor Rickli) em cena da
megaprodução de Nova Jerusalém
Bernard Matussiere/Divulgação
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A monumental estrutura do teatro de pedra localizado no
município de Brejo da Madre de Deus, um espetáculo por si só, já está preparada
para receber milhares de espectadores, a partir de amanhã, às 18h, para a
estreia da 49ª temporada d’A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém.
Às vésperas de completar meio século de existência, o
espetáculo nascido do sonho de Plínio Pacheco (1926-2002) volta a ser
protagonizado por Igor Rickli, que no ano passado causou boa impressão em sua
interpretação como Jesus.
“Me sinto ainda mais confortável porque agora tenho a
dimensão do que é este trabalho e me sinto mais confiante. Este é um teatro tão
grande que quase te engole e é preciso estar muito focado para encarar o
desafio”, contou o ator, em entrevista por telefone ao JC, durante intervalo
nos extenuantes ensaios, que costumam durar mais de oito horas e entrar pela noite.
O elenco, aliás, segue a bem-sucedida estratégia da produção
de escalar nomes de repercussão nacional, atraindo um público que, além do
interesse em presenciar a encenação das últimas horas do ícone cristão, também
aproveita para ver ao vivo astros da TV.
Além de Rickli, este ano o time principal conta com Antonio
Calloni (Herodes), Fiuk (João), Bianca Rinaldi (Maria), Odilon Wagner (Pilatos)
e Caroline Correa (Maria Madalena). O pernambucano José Barbosa, que já atuou
como Jesus, este ano será Judas. Além deles, cerca de 450 figurantes ajudam a
recriar a Jerusalém dos tempos de Cristo.
Carlos Reis, diretor da montagem ao lado de Lúcio Lombardi,
lembra que as mudanças na Paixão, tanto em relação à escolha de famosos quanto
à utilização de efeitos especiais modernos, deram à peça padrão internacional,
legitimando o projeto de Plínio.
Serão mantidos os nove palcos onde, com toques quase
cinematográfico, serão encenados desde o Sermão da Montanha até a Ascensão, ao
longo das duas horas de montagem.
Poucas modificações serão implementadas, ficando a novidade
apenas a cargo da iluminação na cena da ascensão de e nos figurinos. As grandes
surpresas estarão mesmo guardadas para 2017, ano em que se comemora o
cinquentenário do drama.

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