A presidente terá pela frente uma semana difícil: o PMDB
pode oficializar o desembarque do PMDB do governo na próxima terça-feira
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Para um ministro do PT, os próximos 15 dias vão definir se
Dilma continua ou não na Presidência. Foto: Lula Marques/Agência PT
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A semana será de definições para o governo de Dilma
Rousseff. A presidente terá pela frente uma das semanas mais difíceis desde que
o processo do impeachment foi aberto na Câmara, com a possível oficialização do
desembarque do PMDB do governo. O partido, presidido pelo vice-presidente da
República, Michel Temer, marcou para às 15h da próxima terça-feira a votação
sobre a permanência no governo.
A eleição será realizada em um dos plenários da Câmara dos
Deputados e pode mudar a condução dos trabalhos no Planalto e no Congresso.
Auxiliares da presidente classificam a decisão do partido do vice-presidente
Michel Temer como irreversível e chegam a falar que "só um milagre"
faria os peemedebistas mudarem de ideia. Eles não descartam também uma
debandada dos demais partidos da base aliada, como o PP e o PSD.
Para aprovar a continuidade ou o fim da aliança com o
governo petista, é necessário maioria simples dos 125 membros do PMDB que têm
direito a voto. O diretório regional do Rio de Janeiro, que reúne nomes como o
líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani – aliado do Planalto –,
representa a maior bancada, com direito a 12 votos. Na última quinta-feira
(24), os fluminenses sinalizaram que vão votar pelo desembarque do governo.
O primeiro diretório peemedebista a anunciar o apoio ao
rompimento com o governo foi o de Santa Catarina, segundo o deputado federal
Mauro Mariani (SC), que ocupa uma das cadeiras da comissão especial que analisa
o impeachment da presidenta Dilma. Além dos diretórios do Rio e de Santa
Catarina, peemedebistas do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Espírito
Santo, Piauí, Distrito Federal, Acre, Pernambuco, Tocantins, Maranhão, Bahia e
Mato Grosso do Sul defendem a ruptura com o Planalto. Outros estados ainda não
se manifestaram.
Próxima quinzena pode definir rumos do governo
Não é a única batalha desta semana. Para um ministro do PT,
os próximos 15 dias vão definir se Dilma continua ou não na Presidência. Com o
desembarque do PMDB, a ordem é atuar no varejo para conquistar deputados. Hoje,
o cálculo é que o governo não tem os 171 votos necessários para barrar o
impeachment e que seria muito difícil parar processo depois que ele chegar ao
Senado.
Sem interlocução com Temer, Dilma delegou ao ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva a tarefa de tentar se aproximar do vice. Na semana
passada, o petista não obteve sucesso na empreitada. Temer sequer atendeu aos
telefonemas do ex-presidente. Uma nova tentativa deve ser feita nesta
segunda-feira, mas há pouca esperança que isso altere o quadro já desenhado.
Até mesmo a nomeação de Lula para a Casa Civil já é vista,
no Planalto, como algo que perdeu o sentido. Com o caso dependendo de uma
posição do Supremo Tribunal Federal - o que não deve acontecer nesta semana -,
a saída vai ser o ex-presidente atuar como interlocutor informal do governo,
como já vem fazendo. No alvo da Lava Jato, porém, a avaliação é de que Lula já
não mostra a mesma influência de outrora.
Reunião na noite de domingo
Dilma voltou a Brasília após passar o feriadão de Páscoa com
a família. Neste domingo, também era aniversário da filha da presidente, Paula
Araújo, mãe de seus dois netos - Gabriel, de 5 anos, e Guilherme, que nasceu em
janeiro de 2016. A presidente havia chegado a Porto Alegre na quinta-feira à
noite. Na manhã deste domingo, ela acordou cedo para pedalar pela zona sul da
cidade, onde tem apartamento. Logo após voltar de Porto Alegre no fim da tarde
a presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião no Palácio da Alvorada.
Por: Diario de Pernambuco.

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