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Evidências obtidas pela polícia belga mostram que a rede
terrorista estava preparando um ataque muito parecido com o de novembro em
Paris
Foto: François Guillot/ AFP
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Os atos terroristas em Bruxelas, que mataram 32 pessoas em
22 de março, ocorreram depois de uma jogada de última hora dos extremistas,
após a prisão de Salah Abdeslam quatro dias antes ter persuadido o grupo a
abandonar seus planos de um novo ataque na França, disseram autoridades belgas
neste domingo.
As autoridades relataram a descoberta de preparações para o
ataque e citaram erros rudimentares dos terroristas.
Em um caso, dois funcionários com conhecimento das
investigações disseram que Khalid el-Bakraoui, o homem-bomba que matou 16
pessoas na estação de metrô Maelbeek, percorreu várias estações na direção
errada, teve de mudar de plataforma e depois voltou para Maelbeek, onde ele
detonou seu dispositivo.
Esse erro que custou caro aos extremistas, disse um dos
funcionários Bakraoui, foi gravado na câmera da estação de metrô Petillon, onde
ele cruzou plataformas e falou rapidamente com um homem que a polícia estava
procurando desde então.
No sábado, os procuradores federais disseram ter
identificado que o homem como Osama K, um suspeito nascido na Suécia que havia
lutado na Síria. Eles acusaram o homem, que, segundo um funcionário dos EUA, é
Osama Krayem, por assassinatos terroristas, argumentando que ele era o segundo
responsável pelo ataque na estação Maelbeek.
"Eles não foram bem planejados", disse o
funcionário belga a respeito dos ataques.
As acusações contra Krayem representam uma parte dos
resultados das investigações do ataque de Bruxelas que veio à tona ao longo
deste fim de semana e incluiu a prisão e a acusação de vários suspeitos, bem
como o anúncio de promotores federais da Bélgica de que Mohamed Abrini confessou
ter participado do ataque ao aeroporto de Bruxelas.
Os promotores disseram que Abrini, um belga de 31 anos,
confessou, depois de ter sido confrontado com provas recolhidas pelos
investigadores. Autoridades procuravam Abrini há meses.
Abrini foi acusado no sábado de ser um membro principal de
um grupo terrorista e de cometer assassinatos terroristas durante os ataques de
Paris. Na manhã de domingo, as autoridades informaram que agora ele enfrenta
acusações semelhantes nos ataques de Bruxelas.
Ainda neste domingo, os procuradores federais afirmaram que
possuem "numerosos elementos" indicando que a rede terrorista havia
inicialmente previsto um novo ataque à França, como continuação dos eventos de
novembro.
Mas, "surpreso com a velocidade do progresso das
investigações, [o grupo terrorista] tomou rapidamente a decisão de atacar em
Bruxelas", disseram os promotores federais, em um comunicado.
Evidências obtidas pela polícia belga mostram que a rede
terrorista estava preparando um ataque muito parecido com o de novembro em
Paris.
Por: Jornal do Commercio.

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