Ato no Marco Zero, contrário à saída da presidente começou
perto das 11h. Manifestação a favor da saída da chefe do Executivo ocorre em
Boa Viagem.
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Manifestantes contrários ao impeachment se reúnem no Bairro
do Recife (Foto: Bruno Marinho/G1)
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Manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment da
Presidente Dilma Rousseff (PT) acompanham, na noite deste domingo (17), no
Recife, a votação do processo que ocorre na Câmara dos Deputados, em Brasília.
No Bairro do Recife, simpatizantes do governo se reúnem no Marco Zero. Já os
favoráveis ao impedimento da chefe do Executivo se aglomeram no Segundo Jardim,
em Boa Viagem, onde um telão foi montado para que as pessoas possam seguir a
votação.
De acordo com os organizadores do ato pró-Dilma, 70 mil
pessoas encontram-se no Marco Zero, Avenida Rio Branco e imediações. Em Boa
Viagem, os organizadores informaram que 20 mil pessoas acompanham a votação. As
estimativas foram feitas por volta das 18 e 16h respectivamente. A PM informou,
às 17h30, que em cada um dos protestos o público é de 3 mil pessoas.
Com camisas e bandeiras vermelhas, os participantes do ato
contra o impechment estão concentrados na Avenida Rio Branco, onde foi
instalado um telão para a transmissão ao vivo dos votos dos deputados federais.
Por volta das 14h40, manifestantes que estavam acampados na Praça do Derby, na
área central do Recife, para protestar contra o impeachment da presidente Dilma
chegaram ao Bairro do Recife para acompanhar a votação. O acampamento teve
início na sexta-feira (15) e contou com a participação, sobretudo, de
integrantes do MST.
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Eduardo Cunha é o principal alvo dos manifestantes (Foto:
Adelson Costa/ Pernambuco Press)
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Pró-impeachment
Acompanhando por um telão todo o processo da votação que
decidirá pela sequência do processo de impeachment de Dilma, manifestantes
contra o governo da presidente ocupam a orla da Praia de Boa Viagem, na Zona
Sul do Recife, neste domingo (17). Com palavras de ordem "Fora Dilma"
e "Fora PT", eles não se acanham ao se posicionar em cada discurso
dos deputados, em Brasília.
Os manifestantes vaiam e reagem negativamente aos deputados
que se posicionam contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O clima também
é de estádio de futebol. Com vaias aos que são contrários à saída da petista e
com gritos efusivos aos votos pelo sim. Em Boa Viagem, manifestantes já fazem
contagem regressiva, apostando na aprovação da continuidade do processo de
impeachment.
Para Gustavo Gesteira, um dos organizadores do protesto, o
telão foi montado para que os recifenses pudessem acompanhar esse
"importante capítulo" da história do Brasil. "Para que eles
possam saber quais são os deputados que estão se posicionando de acordo com a
vontade da imensa maioria do povo brasileiro e quais os parlamentares que estão
dando as costas, que estão se posicionando de forma contrária".
Gesteira acredita a decisão desses deputados que votarem
contra o impeachment definirá o futuro político deles. "Aqueles que não
votarem de acordo com a imensa maioria do povo terão grande dificuldade de se
eleger e eleger seus aliados nas próximas eleições", completa ao dizer que
o sentimento é positivo.
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Manifestantes pró-impeachment acompanham votação na Praia de
Boa Viagem (Foto: Thays Estarque/G1)
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Sentimento semelhante tem a economista Maria Dulce Sampaio.
Para ela, hoje é o início de um novo país. "Vamos tirar um governo que
afundou o Brasil, que institucionalizou a corrupção. Vamos tirar esse governo
respeitando a legislação", defende.
Placas mostrando os deputados que estão indecisos e os que
são contra o impeachment também foram colocadas ao longo do telão. "É uma
vergonha. Tem deputado aí que eu respeitava, mas agora mudei de opinião. Tenho
a esperança que Dilma e o PT vão cair", disse a funcionária pública Luíza
Pedrosa, 57 anos, exibindo um cartaz com o "esquema da corrupção".
Com seus três filhos, de 3, 12 e 13 anos, a cabeleireira
Simone Gomes resolveu levar toda a família para assistir à votação. "Eles
têm que estar aqui hoje. É a história sendo feita e eles precisam participar
desse momento, entender a situação do Brasil", justificou.
Por: G1.com



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