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| Foto: Reprodução/Internet. |
O empresário Zwi Skornicki, réu nas investigações da
Operação Lava Jato, deixou hoje (12) a prisão em Curitiba após ter assinado
acordo de delação premiada. Ele foi preso em fevereiro na 23ª fase da Lava
Jato, chamada de Operação Acarajé. A partir de agora, Skornicki cumprirá prisão
domiciliar e será monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.
Em um dos processos da Lava Jato, o empresário foi acusado
de operar uma conta offshore na Suíça, por meio da qual o casal de marqueteiros
João Santana e Mônica Moura recebeu US$ 4,5 milhões, valor referente a uma
dívida por serviços de marketing político prestados ao PT durante a campanha da
presidenta Dilma Rousseff em 2010. O recebimento foi confirmado pelo casal.
No mês passado, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro,
responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância, Mônica Moura
relatou que, em 2013, passou a pressionar o ex-tesoureiro do PT João Vaccari
Neto para que o pagamento da dívida, estimada em US$ 10 milhões, fosse feito. A
partir daí, segundo ela, foi orientada por Vaccari a procurar Skornick, que
seria responsável pelo pagamento de uma parcela.
Zwi Skornicki atuava como representante no Brasil do
estaleiro Keppel Fels, que tinha contratos com a Petrobras. Nos depoimentos, o
empresário também confirmou que intermediou pagamento de propinas a
ex-diretores da estatal na construção nas plataformas de petróleo P-51, P52 e
P56. De acordo com o delator, o percentual de propina era 1% do valor dos
contratos, que variavam entre US$ 650 milhões e US$ 750 milhões.
Por: Agência Brasil.

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