Descoberta pode ajudar a desenvolver formas de tratamento.
Artigo foi publicado nesta quinta-feira na revista “JCI
Insight”.
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Uma das maiores preocupações com a epidemia diz respeito a
seu elo com os casos de microcefalia (Foto: Felipe Dana/AP)
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Pesquisadores da Universidade de Yale mostraram como ocorre
a infecção da placenta pelo vírus da zika. O estudo foi publicado nesta
quinta-feira (18) pela revista “JCI Insight”.
Até então, não era clara a forma como o vírus da zika
atravessava a barreira da placenta para atingir e causar problemas no
desenvolvimento do feto. O cientista Erol Fikrig e uma equipe de Yale
examinaram três tipos de células da placenta - citotrofoblastos, células de
Hofbauer e fibroblastos-, obtidas a partir de gestações normais. Três linhagens
diferentes do vírus da zika foram testadas em cultura com esses tecidos.
Os pesquisadores descobriram que os fibroblastos e as
células Hofbauer eram suscetíveis às infecções em culturas isoladas. Eles
também observaram a reação ao vírus no contexto do tecido por inteiro.
"Essas células específicas da placenta poderiam servir
como um reservatório para a produção de vírus da zika dentro do compartimento
fetal", disse o coautor Kellie Ann Jurado.
As células Hofbauer auxiliam no acesso do vírus da zika ao
cérebro fetal, de acordo com os resultados do estudo. Essas descobertas podem
ajudar na compreensão da infecção e potenciais rotas de produção viral dentro
da placenta, segundo Jurado. A dengue, outra doença transmitida pelo Aedes
aegypti, não causa malformações em fetos.
Por: G1.

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