![]() |
| Foto: Reprodução/Internet. |
A Justiça Federal negou pedido de liberdade apresentado pela
defesa de Oziris Moris Lundi dos Santos de Azevedo, um dos 14 presos na
Operação Hashtag. A decisão é do juiz Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª
Vara Federal de Curitiba.
O homem de 27 anos foi preso em Manaus no dia 21 de julho,
por suspeita de envolvimento com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) para
planejar atentados durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.
No pedido de revogação da prisão, os advogados alegaram que
Oziris é jovem, tem emprego lícito e é o único provedor da família. Além disso,
a defesa sustentou que a investigação não conseguiu identificar, nas conversas
telefônicas interceptadas, elementos que comprovassem o envolvimento do acusado
com o Estado Islâmico.
A decisão judicial destacou que Oziris foi identificado como
fundador do grupo secreto do Facebook intitulado Defensores da sharia. O juiz
Marcos Josegrei definiu o acusado como “um dos mais atuantes e radicais em suas
postagens de apoio às atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico em nome de sua
concepção deturpada e violenta do Alcorão e da fé islâmica”.
Na decisão, o magistrado lembrou que, durante as
investigações, foram interceptadas mensagens eletrônicas trocadas entre o
acusado e uma pessoa identificada como Leonid.
Segundo Marcos Josegrei, nas mensagens Oziris discute
detalhes sobre o financiamento de uma célula do Estado Islâmico no Brasil, além
de responder positivamente ao chamado para treinamento de artes marciais e
manejo de armas em um sítio na Bolívia.
“Os indícios de engajamento à causa terrorista patrocinada
pelo Estado Islâmico que justificaram a decretação de prisão temporária do
investigado não apenas eram eloquentes o bastante para fundamentá-la e agora
restaram mais robustecidos ainda”, concluiu o juiz no indeferimento do pedido
da defesa.
Por: Agência Brasil.

Nenhum comentário:
Postar um comentário