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A dirtetoria da Petrobras anuncia e explica o
lucro
líquido de R$ 370 milhões no segundo trimestre de 2016
Cristina
Indio do Brasil/Agência Brasil
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A Petrobras não tem previsão de fazer um reajuste de preços
dos combustíveis, no momento. Mas, o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge
Celestino, disse nesta quinta-feira (11) que a companhia tem mantido a prática
de avaliar a garantia de que pratica preços competitivos, de participação no
mercado e, na medida em que for necessário mexer nos valores, a decisão será
tomada.
“Por enquanto, o cenário não está muito claro. Tem uma
volatilidade muito grande de preço. Se olhar os fundamentos do mercado, o que
se estava esperando do inverno nos
Estados Unidos não foi, os estoques de diesel ficarem bastante elevados no meio
do inverno, a estação de férias do hemisfério norte também não puxou os preços
da gasolina para cima, o petróleo caiu quase US$ 5 por barril no mês e hoje
(11) subiu cinco. Permanentemente a gente monitora os fundamentos de mercado e
olha market share [participação no mercado] versus preços de mercado. Na hora
em que precisar tomar uma decisão, a gente vai tomar”, disse Celestino.
O diretor financeiro e de relacionamento com investidores da
Petrobras, Ivan Monteiro explicou que o lucro líquido de R$ 370 milhões,
registrado pela companhia no segundo trimestre de 2016, ficou abaixo das
expectativas de mercado porque as previsões não levaram em conta o impairment
(ajuste de desvalorização de ativos) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro
(Comperj), o provisionamento para o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e a
devolução de campos à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP).
O número é positivo em relação aos três primeiros meses de
2016, quando a estatal registrou prejuízo de R$ 1,2 bilhão. “Esses três fatos
mais do que justificam a diferença em relação à média apontada pelos
analistas”, explicou o diretor da Petrobras. A companhia permanece na busca de
parceiros para os projetos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)
e, segundo o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, até o momento, a
Petrobras gastou no empreendimento cerca de US$ 13,5 bilhões.
“Esses três fatos mais do que justificam a diferença em
relação à média apontada pelos analistas”, explicou o diretor da Petrobras. A
companhia permanece na busca de parceiros para os projetos do Complexo
Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e, segundo o diretor de Refino e Gás
Natural, Jorge Celestino, até o momento, a Petrobras gastou no empreendimento
cerca de US$ 13,5 bilhões.
Venda de ativos
O balanço do segundo trimestre não registrou a venda da
subsidiária da Argentina, incluída no programa de desinvestimentos da empresa.
Monteiro afirmou que isso ocorreu porque o valor foi recebido posteriormente ao
fechamento. A venda da subsidiária do Chile também não foi incluída, porque o
caixa da operação ainda não foi recebido. No caso da Argentina, este processo levou
de quatro a cinco meses.
“Procuramos dar ampla competitividade ao processo. Isso é a
questão mais importante. É da competitividade que virá efetivamente a geração
de valor para a Petrobras. Há uma concentração para o cumprimento da meta no
segundo semestre. Efetivamente há, mas estamos bastante esperançosos de que
vamos conseguir atingir os nossos objetivos”.
Conforme o diretor, o ativo mais caro vendido pela
Petrobras, até agora, foi um campo no Peru, em 2014, na faixa de US$ 3 bilhões.
Monteiro destacou que está mantida a meta do programa de desinvestimentos para
o biênio 2015/2016, em US$ 15,1bilhões. “Estamos perseguindo esta meta com
bastante tenacidade”, disse ele.
“O programa de desinvestimentos auxiliará bastante na
redução do endividamento da companhia e no auxílio ao próprio programa de
investimentos. Apesar da redução que foi praticada, ele é um número
extremamente expressivo ainda, na faixa entre US$ 17 bilhões a US$ 19 bilhões.
A companhia tem procurado manter estes números, que são divulgados como metas
que ela persegue a cada trimestre”.
O diretor de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão da
Petrobras, Nélson Luiz Costa Silva, revelou que, em meados de setembro, será
divulgado o Plano de Negócios da companhia. Ele está há poucos dias no cargo,
que foi criado após aprovação de assembleia geral extraordinária de acionistas
no dia 4 deste mês. A eleição no Conselho de Administração foi ontem (10) e
Nélson Luiz contou que o plano vai trazer algumas novidades: “É um plano que
vem com uma cara moderna, que integra toda a empresa, que integra planejamento
estratégico com plano de gestão, com sistema, de controle de gestão bastante
moderno”, disse.
O diretor de Assuntos Corporativos, Hugo Repsold Junior,
disse que a adesão ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV) vai até o dia
31 de agosto e que até o início do mês recebeu 5 mil inscrições, mas a previsão
é fechar com um número maior: “Como este processo termina no final de agosto,
devemos ter uma aceleração já no seu final e a gente está mantendo a projeção
de um número entre seis mil e sete mil empregados. É ainda impreciso. Vamos
esperar o comportamento no final do mês, mas estão mantidas estas projeções”.
Por: Agência Brasil.

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