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| Crédito/Divulgação. |
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje (6) à
Justiça Federal no Distrito Federal a anulação da ação penal em que é acusado
pelo crime de obstrução das investigações da Operação Lava Jato. Na resposta à
acusação, por meio de seus advogados, Lula afirma que não teve participação na
suposta compra de silêncio do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras
Nestor Cerveró e indica nulidades no processo.
Em julho, o juiz federal Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara
Federal no Distrito Federal, aceitou denúncia do Ministério Público Federal
(MPF), e Lula e o ex-senador Delcídio do Amaral passaram à condição de réus na
ação penal, além do ex-controlador do Banco BTG André Esteves; Diogo Ferreira,
ex-chefe de gabinete de Delcídio; o empresário José Carlos Bumlai e o filho
dele, Maurício Bumlai, e o advogado Edson Ribeiro.
Na manifestação, a defesa de Lula sustenta que a delação de
Delcídio do Amaral é ilegal por não respeitar a regra de voluntariedade,
prevista na Lei nº 12.850/2013, norma que definiu as regras de delação
premiada. Além disso, os advogados argumentam que não há nenhum indício que aponte
para suposta participação do ex-presidente.
“A imputação constante do aditamento à denúncia ao
peticionário [Lula] configura projeção psíquica de hipóteses idiossincráticas
verdadeiramente delirantes, existentes exclusivamente na imaginação punitiva
dos agentes da persecução penal, cujo completo divórcio dos fatos concretos e
da prova já arrecadada será demonstrado na instrução criminal”, diz a defesa.
Todos os envolvidos são acusados de tentar impedir o
ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró de assinar acordo
de delação premiada com a força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato.
Por: Agência Brasil.

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