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| Crédito/Divulgação. |
O juiz federal Sérgio Moro autorizou hoje (6) novo
depoimento do ex-presidente da empreiteira OAS, José Adelmário Pinheiro Filho,
conhecido como Léo Pinheiro, na Operação Lava Jato. Ontem (5), após ser preso
pela segunda vez na operação, a defesa do empreiteiro pediu nova oitiva para
colaborar com o processo. O novo depoimento será no dia 13 de setembro.
Pinheiro é réu na ação penal da Operação Lava Jato em que o
ex-senador Gim Argello é acusado de atuar para evitar a convocação de
empreiteiros na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, encerrada
em 2009.
No primeiro depoimento, prestado no dia 24 de agosto, o
empreiteiro permaneceu em silêncio durante audiência com Sérgio Moro,
responsável pela Lava Jato na Justiça Federal. Dois dias antes do depoimento, a
Procuradoria-Geral da República (PGR) havia suspendido a negociação do acordo
de delação premiada de Léo Pinheiro, após a divulgação pela revista Veja de
vazamentos do acordo.
Ontem (5), ao decretar novamente a prisão de Pinheiro, Moro
disse que a prisão não tem relação com a suspensão das negociações do acordo de
delação premiada. No despacho, Moro também explicou que o pedido de prisão de
Léo Pinheiro foi feito em março e que demorou para tomar a decisão para
aguardar o andamento das investigações.
Na Lava Jato, o empreiteiro também responde pela suposta
participação no esquema de cartel de empreiteiras na Petrobras e por,
supostamente, beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do
tríplex em Guarujá e do sítio em Atibaia.
Por: Agência Brasil.

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