Professor Gilton Lyra explica impactos positivos da radiação
no cotidiano.
Projeto Educação ajuda estudantes a se prepararem para o
ENEM 2016.
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| Crédito/Divulgação. |
Embora o imaginário social tenha o costume de associar a
radioatividade a armas químicas e catástrofes nucleares, a verdade é que essa
propriedade de que algumas algumas substâncias são dotadas tem trazido boas
contribuições para a vida cotidiana. O professor de química Gilton Lyra aborda
esse tema na edição desta quinta-feira (1º) do Projeto Educação para o Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem). [Veja
vídeo acima]
“A radioatividade pode nos ajudar, e muito. Por exemplo, na
medicina. Na parte de diagnóstico, a medicina nuclear nos ajuda a localizar
tumores, com a tomografia. Ela também nos ajuda a tratar alguns tumores, com a
radioterapia”, explica o professor, que lembra também da radiografia. “No raio
X, a radiação vai atravessar nossa pele e vai ficar retida nos ossos. Assim a
gente consegue visualizar através de chapas nossa ossatura, localizando
fraturas por exemplo”, detalha Gilton Lyra.
O professor esclarece que a radiação atravessa os corpos sem
necessariamente lhes causar danos, podendo ser usado inclusive na conservação
de alimentos. “Frutas como o morango podem
ficar muito mais tempo disponíveis para o consumo, sem apodrecer. Essas
frutas podem receber a energia de um elemento radioativo e essa energia mata
micro-organismos, inclusive fungos, que viriam a se proliferar”, conta o
professor.
Esse processo é conhecido como radiopasteurização. “Pode se
perder um pouquinho de valor nutritivo, como na pasteurização convencional, mas
isso compensaria em relação ao tempo de consumo daquele alimento”, conclui.
Por: G1.

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