O corpo do cantor Jerry Adriani foi enterrado no final da tarde de hoje (24) no Cemitério Francisco Xavier, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. Ídolo da Jovem Guarda, o artista enfrentava um câncer e morreu nesse domingo (23), vítima da doença. Centenas de fãs que acompanharam a cerimônia de despedida cantaram músicas do artista ao longo do cortejo até o jazigo da família.
Discos de vinil e uma
guitarra do músico foram levados pelos fãs ao velório, que durou todo o dia.
Jerry Adriani era o mais jovem integrante da Jovem Guarda e estava com a agenda
de shows lotada até setembro.
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Ídolo da Jovem Guarda,
Jerry Adriani lançou
seu último disco em 2008 Reprodução TV Brasil
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O cantor Neguinho da Beija-Flor
disse que visitou Jerry no hospital na sexta-feira passada (21) e ficou
conversando com ele por quase duas horas. “Ele era meu amigo há mais de 40
anos. Vou ficar bom para a gente fazer um show junto na quadra da Beija-Flor'”,
lembrou.
A cantora Adriana disse
que a morte de Jerry Adriani é uma perda irreparável. “Primeiro show que eu fiz
na vida ele me apresentou como irmã. Ele é muito importante para mim. Estive no
aniversário dele e a gente fez a maior farra. Estou muito abalada.”
A fã Sonia Maria, de 66
anos, disse que gostava do cantor desde que era criança. “Assisti vários shows
do Jerry quando era mais jovem. Ele foi meu ídolo e vai ser para sempre. Estou
aqui para prestar as últimas homenagens.”
O cantor Flávio Miranda, também lamentou a morte do amigo.
“É um momento muito triste para mim. Eu já o conhecia há muitos anos, mas
fiquei amigo íntimo dele há 10 anos, quando convivi com ele, a mulher, a
família. Foi uma das maiores honras que eu tive na minha vida, com essa pessoa
especial que Deus nos colocou.”
Trajetória
Nascido Jair Alves de Souza em 29 de janeiro de 1947 no
bairro do Brás, na cidade de São Paulo, Jerry Adriani começou a vida
profissional em 1964, com a gravação do seu primeiro disco, Italianíssimo. No
mesmo ano gravou seu segundo LP, Credi a Me. Seu nome foi inspirado em dois
artistas estrangeiros: o ator americano Jerry Lewis e o cantor italiano Adriano
Celentano.
Em 1965 lançou Um Grande Amor, seu primeiro disco gravado em
português. Tornou-se apresentador do programa Excelsior a Go Go, na antiga TV
Excelsior de São Paulo. Ao lado do comunicador Luís Aguiar, apresentava músicas
dos Vips, Os Incríveis, Trini Lopez, entre outros. Entre 1967 e 1968, já na TV
Tupi de São Paulo, passou a apresentar A Grande Parada, ao lado de artistas
como Neyde Aparecida, Zélia Hoffmann, Betty Faria e Marília Pera. O programa
era um musical ao vivo que apresentava grandes nomes da música popular
brasileira.
Depois se transferiu para o Rio de Janeiro e trouxe Raul
Seixas para a capital fluminense. Os dois eram amigos desde a época em que Raul
tinha uma banda em Salvador, chamada Raulzito e os Panteras, que posteriormente
foi a banda de apoio de Jerry e o acompanhou em sucessos como Tudo Que É Bom
Dura Pouco, Tarde Demais e Doce Doce Amor.
Em 1975, participou do musical Brazilian Follies, dirigido
por Caribé Rocha, e exibido no Hotel Nacional por um ano e meio. Dali em
diante, fez shows por todo o Brasil e em vários países do exterior.
No começo dos anos 1990, gravou um disco que trazia de volta
as origens do rock and roll, intitulado Elvis Vive, um tributo a Elvis Presley,
o 24º de sua carreira.
Por: Agência Brasil.

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