Segundo órgão, existem nuvens carregadas nas proximidades da costa pernambucana. Vinte e quatro municípios estão em emergência e cinco pessoas morreram no Recife e no interior.
Após uma semana de chuvas intensas, mortes, enchentes e
prejuízos, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) alertou para a
existência de nuvens carregadas no Oceano Atlântico, nas proximidades da costa
pernambucana. Segundo a agência, existe um volume acumulado de chuvas de cerca
de 70 milímetros, que pode cair no Grande Recife e na Zona da Mata, no início
de junho. Cinco pessoas morreram no estado. Dois óbitos ocorreram no Recife,
dois em Lagoa dos Gatos e um em Caruaru, no Agreste.
Na quarta-feira (31), o órgão emitiu um alerta para a
possibilidade de chuvas fortes até as 17h desta quinta (1º), mas houve um
alívio nas precipitações. Segundo Patrice Oliveira, gerente de Meteorologia da
Apac, até sexta-feira (2), o tempo deve continuar ensolarado, sem chuvas fortes
na Zona da Mata e no Grande Recife.
Apesar disso, a previsão para o mês é de mais chuva.
"Há um acumulado de chuvas no oceano, que pode chegar à costa. Junho é um
dos meses mais chuvosos do ano e, como as nuvens carregadas estão relativamente
próximas, há uma grande possibilidade", disse.
Na quarta-feira, o Recife registrou as primeiras mortes
causadas pelas chuvas, em 2017. Uma mulher de 37 anos e um adolescente de 14
faleceram em decorrência de um deslizamento de barreiras que atingiu duas casas
no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte.
Ao todo, segundo a Defesa Civil, subiu para 31 o número de
cidades afetadas pelo temporal. Desse total, 24 municípios estão em situação de
emergência decretada pela administração municipal e reconhecida pelo governo
federal.
De acordo com o boletim do governo pernambucano, sete cidades foram incluídas na lista de municípios atingidos pelas chuvas e enchentes. São elas:
-São Joaquim do Monte
-Altinho
-São José da Coroa Grande
-Cupira
-Escada
-Bonito
-Gravatá
O balanço mostra também a redução no número de pessoas fora
de casa. Na quarta-feira, eram 43. 285 moradores prejudicados. Desse total,
39.725 saíram das residências temporariamente e 3.560 perderam as moradias.
Anteriormente, o governo informou que 55,1 mil pessoas tinham sido obrigadas a
deixar as habitações.
A situação de emergência se refere aos seguintes municípios:
-Amaraji
-Água Preta
-Barra de Guabiraba
--Barreiros
-Belém de Maria
-Caruaru
-Catende
-Cortês
-Gameleira
-Ipojuca
-Jaqueira
-Joaquim Nabuco
-Jurema
-Lagoa dos Gatos
-Maraial
-Palmares
-Primavera
-Quipapá
-Ribeirão
-Rio Formoso
-São Benedito do Sul
-Sirinhaém
-Tamandaré
-Xexéu
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(Foto: Editoria de Arte/G1)
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Temporal no Recife
No início da tarde de quarta-feira (31), a Prefeitura do
Recife divulgou, novo boletim com o balanço das ocorrências da chuva na capital
pernambucana. A administração municipal informou que foi registrada uma
precipitação de 82 milímetros, entre 6h e meio-dia. Esse volume é equivalente
ao esperado para oito dias. Em Pernambuco, três pessoas morreram, sendo duas em
Lagoa dos Gatos e uma em Caruaru, no Agreste. Mais de 55 mil pessoas estão fora
de casa, segundo a Defesa Civil.
Antes do deslizamento que vitimou duas pessoas, foram
registrados dois outros deslizamentos de barreiras na cidade. Um ocorreu na rua
Padre Cícero, na Várzea, na Zona Oeste. O outro aconteceu na rua Doutor Andrade
Lyra, no Jordão, na Zona Sul. Não houve vítimas. A Defesa Civil do Recife recebeu
115 chamados para vistorias e colocações de plásticos de proteção.
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Chuvas derrubaram muros frontal e lateral de creche no
Recife (Foto: Renata Souza/WhatsApp)
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A média histórica de maio, segundo a prefeitura, é de 329
milímetros. O período de maior intensidade das chuvas coincidiu com a maré
alta, que teve seu pico às 8h30. Por causa das chuvas, escolas, órgãos
públicos, universidades e o Judiciário suspenderam as atividades.
Por causa do temporal, o muro da creche Casinha Azul,
localizada no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife, desabou durante a
manhã. No local, estudam 126 crianças de até três anos de idade. Segundo a
prefeitura, responsável pela administração da unidade, ninguém se feriu.
Entenda as chuvas
No Nordeste, as chuvas ocorrem por causa de um fluxo de vento
que vem do oceano carregado de ar úmido, formando nuvens carregadas na costa e
na Zona da Mata. De acordo com o meteorologista Celso Oliveira, da Somar
Meteorologia, trata-se de um sistema chamado onda de leste, comum nesta região
no outono e inverno.
Por: G1.


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