A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado concluiu a
votação do texto da reforma trabalhista sem alterações no relatório do senador
Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Após a aprovação do parecer de Ferraço, os membros
da comissão analisaram quatro destaques (propostas de modificações pontuais ao
texto), mas todos foram rejeitados.
O relatório de Ferraço foi pela aprovação do projeto assim
como foi votado na Câmara dos Deputados, sem alterações. No texto de
justificativa, o senador ressaltou o acordo firmado com o presidente Michel
Temer para que ele vete seis pontos da reforma inseridos pelos deputados.
Assim, acredita ele, a matéria poderá ser aprovada no Senado sem que precise
retornar à Câmara.
“Muitos desejavam que as alterações fossem integradas ao
texto para que a proposta voltasse para a Câmara, mas conseguimos construir um
ajuste institucional, e o governo se compromete com alguns vetos que foram
objeto dos debates que fizemos aqui no Senado. Nenhum desses vetos altera a
essência do necessário aperfeiçoamento da legislação trabalhista em nosso
país”, afirmou Ferraço após a aprovação do relatório.
Pelo acordo com o governo serão vetados, no futuro, seis
pontos da reforma. Um deles é a permissão para que gestantes e lactantes
permaneçam trabalhando em locais insalubres – o texto da Câmara diz que elas só
serão afastadas automaticamente se a insalubridade for em grau máximo. O
relator também indicou para veto a retirada da obrigatoriedade, prevista em
lei, de que as mulheres façam 15 minutos de descanso antes de iniciar jornada
de hora extra.
Também será vetada, segundo o relator, a permissão para que
o trabalhador firme individualmente acordo com a empresa para jornada de 12
horas de trabalho por 36 horas de descanso, bem como os trechos do projeto que
regulamentam o chamado trabalho intermitente,
em que a jornada pode ser definida por dias ou horas. A indicação de vetos por
parte do relator inclui ainda a criação obrigatória de comissões de
funcionários em empresas com mais de 200 funcionários e a permissão para
acordos de redução do intervalo de intrajornada para 30 minutos.
Ferraço apresentará agora o relatório na Comissão de
Assuntos Sociais do Senado. A expectativa é que o parecer seja lido amanhã (7),
o que propiciará a votação do parecer na próxima semana. Depois disso, o
projeto ainda precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de
seguir para o plenário do Senado.
A previsão do relator é que a reforma esteja pronta para ser
apreciada no plenário entre os dias 20 e 25 de junho.
Por: Agência Brasil.

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