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O óleo de coco é composto por 82% de ácidos graxos saturados
Foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo
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DALLAS — O óleo de coco é considerado por muitos uma opção
saudável de gordura, mas esta "fama" não passa de um mito. A
afirmação é da Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês),
principal grupo de pesquisas sobre a saúde cardiovascular nos Estados Unidos.
Em recomendações publicadas nesta sexta-feira, a entidade americana informa
que, segundo estudos científicos, o óleo de coco é tão prejudicial para nosso
corpo quanto a manteiga e a gordura da carne.
A associação continua recomendando que a população substitua
gorduras saturadas por óleos mono ou poli-insaturadas. Estudos controlados
demonstram que a redução no consumo de gorduras saturadas corta os riscos de doenças
cardiovasculares em aproximadamente 30%. Acontece que 82% dos ácidos graxos do
óleo de coco são saturados.
“Uma pesquisa recente informou que 72% do público americano
classifica o óleo de coco como um 'alimento saudável', comparado com 37% dos
nutricionistas", diz a recomendação da AHA. “Essa desconexão entre
opiniões leigas e especialistas pode ser atribuída ao marketing do óleo de coco
na imprensa popular”.
Assim como os derivados do leite, a gordura animal e outras
gorduras saturadas, o consumo do óleo de coco provoca um aumento das
lipoproteínas de baixa densidade, ou LDL, conhecidas por fixar o colesterol nas
artérias, aumentando o risco de doenças cardíacas.
“Porque o óleo de coco aumenta o colesterol LDL, uma causa
de doenças cardiovasculares, e não tem efeitos favoráveis compensatórios
conhecidos, nós aconselhamos contra o uso do óleo de coco”, afirma a AHA.
— Pesquisas científicas bem conduzidas apoiam
majoritariamente que a limitação da gordura saturada na dieta previne doenças
do coração e dos vasos sanguíneos — disse Frank Sacks, coautor das
recomendações e professor da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston,
Massachusetts. — Gorduras saturadas aumentam o LDL, o mau colesterol, que uma
das principais causas das placas que obstruem as artérias e das doenças
cardíacas.
A recomendação é que as gorduras saturadas — de laticínios,
animais e óleo de coco e azeite de dendê, entre outras — sejam substituídas por
gorduras mono ou poli-insaturadas, encontradas sobretudo em óleos vegetais, como
o azeite de oliva e os óleos de milho, canola, girassol e soja.
Por: Extra.

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