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| José Nivaldo Junior - Publicitário. Especialista em comunicação política. |
Passada a ressaca da decisão do TSE, cabe ao conjunto da
sociedade voltar-se para os grandes desafios que o processo histórico nos
coloca.
O primeiro e mais importante é não por em risco, pelo
contrário, consolidar a Democracia e a
Liberdade que desfrutamos.
Conquistadas, é sempre bom registrar, com luta, sangue, suor
e lágrimas.
Ao invés de ficar lamentando o leite derramado ou gastando
tempo e energia com propostas desnecessárias, arriscadas ou inviáveis, creio
que as pessoas preocupadas com o futuro do País devem se pautar para perseguir,
com firmeza e determinação, as profundas reformas econômicas , sociais e
políticas. Indispensáveis para avançarmos na direção de um país mais
igualitário, justo, fraterno, ético.
Como? Neste momento, o mais importante é estabelecer o que
pode ser alcançado, não perder o rumo nem se render frente às dificuldades.
A história, ensinava Marx, não se faz segundo a vontade das
pessoas e sim de acordo com a realidade objetiva. Levando em conta a correlação
de forças, o nível de organização e consciência das classes sociais. Só podemos
avançar conforme as condições do caminho e dos caminhantes.
A política é a única via disponível para que a sociedade
subsista e se transforme. Podem xingar os políticos à vontade, vale como
desabafo, mas fora da política não há salvação.
Desse modo, tanto os que detém mandato como aqueles que se
propõem a carregar a bandeira da renovação devem começar, desde agora, a
discussão de idéias e propostas para as eleições do próximo ano.
Só o debate amplo e profundo pode levar a projetos viáveis e
a objetivos definidos. Só a organização e a militância efetiva podem tornar
isso possível.
Através deles, podemos chegar a candidaturas majoritárias e
proporcionais que não configurem aventureirismo e, ao mesmo tempo, sejam
capazes de restaurar a credibilidade dos governantes e recuperar a confiança da
sociedade.
É hora de pensar e concentrar energias no que fazer, no que
dizer, pois a campanha constitucionalmente prevista se avizinha.
Afinal, é tão óbvio que se torna difícil ver e perceber
todas as implicações da constatação: outubro de 18 é logo ali.

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