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| Governo divulga aumento de alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis (Foto: crédito/Divulgação). |
Com dificuldades em recuperar a arrecadação, o governo
decidiu aumentar tributos para arrecadar R$ 10,4 bilhões e cumprir a meta
fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões. O Programa de Integração Social
(PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre
a gasolina, o diesel e o etanol subirá para compensar as dificuldades fiscais,
segundo nota conjunta, divulgada há pouco, dos ministérios da Fazenda e do
Planejamento.
A alíquota subirá de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro
da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o
litro do etanol, a alíquota passará de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor.
Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, aumentará para R$ 0,1964. A
medida entrará em vigor imediatamente por meio de decreto publicado em edição
extraordinária do Diário Oficial da União.
O governo também contingenciará [bloqueará] mais R$ 5,9
bilhões de despesas não obrigatórias do Orçamento. Os novos cortes serão
detalhados amanhã (21), quando o Ministério do Planejamento divulgará o
Relatório Bimestral de Receitas e Despesas. Publicado a cada dois meses, o
documento contém previsões sobre a economia e a programação orçamentária do
ano. A nova alíquota vai impactar o preço de combustível nas refinarias, mas o
eventual repasse do aumento para o consumidor vai depender de cada posto de
gasolina.
Garantia da meta fiscal
Em março, o governo tinha contingenciado R$ 42,1 bilhões do
Orçamento. Em maio, tinha liberado cerca de R$ 3,1 bilhões. Com a decisão de
agora, o volume bloqueado aumentou para R$ 44,9 bilhões. De acordo com a nota
conjunta, esse corte adicional será revertido antes do fim do ano com a entrada
de recursos extraordinários previstos ao longo do segundo semestre.
Antes de embarcar para a reunião de cúpula do Mercosul, em
Mendoza, na Argentina, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a
queda da arrecadação justificou o aumento de tributos.
“Isso ocorreu pela queda da arrecadação e em função da
recessão e dos maus resultados, principalmente das empresas e de pessoas
financeiras que refletiram nos prejuízos acumulados nos últimos dois anos que
estão sendo amortizados. Existem medidas de ajuste fazendo com que o mais
fundamental seja preservado: a responsabilidade fiscal, o equilíbrio fiscal”,
declarou Meirelles.
Dificuldades nas receitas
No mês passado, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula
Vescovi, tinha dito que o Orçamento poderia ser reforçado em até R$ 15 bilhões
por meio de três fontes de receitas extraordinárias: a devolução ao Tesouro
Nacional de precatórios (dívidas de sentenças judiciais) não sacados pelos beneficiários,
a ampliação do programa de parcelamento e dívidas de contribuintes com a União
e a renegociação de dívidas dos produtores rurais. No entanto, o governo tem
enfrentado a frustração de receitas ao longo do ano.
Dessas medidas, apenas a regulamentação dos precatórios foi
aprovada até agora. De outro lado, o governo enfrenta dificuldades com a
tramitação das medidas provisórias da reoneração da folha de pagamentos,
anunciadas no fim de março, e do programa especial de parcelamentos.
Outra dificuldade está no atraso no programa de concessões.
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um alerta para
que o governo desconsidere, das estimativas de receitas para o segundo
semestre, R$ 19,3 bilhões que podem não entrar no caixa do governo ainda este
ano.
Por: Agência Brasil.

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