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| Pesquisa aponta que pequeno empresário não pretende investir nos próximos meses (Foto: Crédito/Divulgação). |
Levantamento
feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação
Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indica que 66% dos micro e pequenos
empresários não têm intenção de fazer investimentos em seus empreendimentos nos
próximos três meses. Ainda de acordo com o levantamento divulgado hoje (20),
80% não planejam tomar crédito nos próximos 90 dias.
Seguindo uma
escala que vai de zero a 100, o Indicador de Propensão a Investir registrou
apenas 26,6 pontos no último mês de junho. O resultado ficou abaixo do
registrado em maio, quando foram registrados 27,2 pontos. Em junho de 2016 esse
índice estava em 21,4 pontos.
Segundo o
estudo, 37% dos empresários não veem necessidade em fazer investimentos para a
melhoria de seus negócios. “A desconfiança diante da crise é mencionada por 31%
dos que não planejam investir”, informou o levantamento. Além disso, outros 12%
ainda aguardam o retorno de investimentos já feitos; e 10% sentem falta de
crédito para poder concretizar melhorias nos negócios.
“A recessão
e o alto custo de capital tornam os empresários mais cautelosos diante da
possibilidade de expandir seus negócios e de assumir dívidas para fazer frente
a investimentos”, explicou, por meio de nota, o presidente da CNDL, Honório
Pinheiro.
Entre os 19%
de empresários que cogitam fazer algum investimento (7% dos pesquisados
pretendem investir e 12% se dizem ainda indecisos), 33% pretendem aplicar na
ampliação de estoque; 27% na compra de equipamentos e maquinários; 24% na
reforma da empresa; 15% em comunicação e propaganda; e 13% na ampliação do
portfólio de produtos.
De acordo
com o estudo, a principal fonte de recursos dos investimentos a serem feitos
virá do próprio capital das empresas, por meio de recursos guardados em forma
de aplicação (44%) ou venda de algum bem (11%). Essa escolha se deve às altas
taxas de juros cobradas pelos bancos (60%) ou pelo medo de não conseguirem
pagar eventuais recursos emprestados (7%).
A demanda
por crédito apresentou “ligeiro avanço” de maio para junho, passando de 13,1
pontos para 15,2 pontos. De acordo com o SPC Brasil e a CNDL, o resultado
“ainda fica distante dos 100 pontos, mostrando que a demanda desses empresários
por crédito segue baixa”. Quanto mais próximo dos 100 pontos, maiores são as
intenções dos empresários para tomar crédito no prazo de três meses.
O estudo foi
feito a partir de consultas a 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas
27 unidades da federação, incluindo capitais e interior.
Por: Agência Brasil.

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