"Quando ela estiver para ser votada, e naturalmente isto, segundo a avaliação das Casas Legislativas, eu farei cessar a intervenção", disse Temer mais cedo
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© REUTERS / Adriano Machado
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O presidente Michel Temer decidiu não falar sobre a reforma
da Previdência no pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite
desta sexta-feira (16). Após reunião com auxiliares, Temer fechou um roteiro
que contempla apenas explicações sobre a intervenção federal na segurança
pública do Rio, visto que a cúpula do governo avalia que as mudanças das regras
na aposentadoria têm cada vez menos chance de avançar no Congresso.
Durante o filme, de três minutos e meio gravado no Palácio
da Alvorada, Temer repete que os presídios do país "não serão mais
escritórios de bandidos" e nem as praças "continuarão a ser salões de
festa do crime organizado".
A mesma frase exibida foi usada pelo presidente durante
discurso na manhã desta sexta, no Palácio do Planalto, durante a cerimônia de
assinatura do decreto que estabelece a intervenção no Rio até o dia 31 de
dezembro.
No pronunciamento de rádio e TV, Temer manteve a retórica de
que a escalada do crime organizado no Estado forçou o governo a tomar uma
"medida extrema", com "respostas duras". Ele ressalta ainda
a participação do governador Luiz Fernando Pezão (MDB) na construção do plano.
No discurso de mais cedo, porém, o presidente chegou a
mencionar a reforma da Previdência, em uma tentativa de deixar as portas
abertas para a apreciação daquela que seria a principal bandeira de seu
governo.
O presidente disse que poderia "fazer cessar a
intervenção" para votar a reforma, visto que há um entendimento na lei de
que não pode haver mudanças na Constituição, como a PEC da nova Previdência,
"na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de
sítio".
"Quando ela estiver para ser votada, e naturalmente
isto, segundo a avaliação das Casas Legislativas, eu farei cessar a
intervenção", disse Temer mais cedo.
O chefe da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por sua vez, já
afirmou que o decreto "inviabiliza" a votação da reforma na próxima
semana e que só consideraria suspendê-lo -caso haja essa possibilidade
jurídica- se o governo alcançar os 308 votos necessários para aprovar a
reforma. Hoje, no entanto, Temer e Maia sabem que não essa apoio suficiente em
torno da medida e, portanto, o avanço da proposta é visto como pouco provável.
O pronunciamento do presidente em cadeia nacional foi ao ar
às 20h25 desta sexta. Com informações da Folhapress.
Por: Notícias ao Minuto.

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