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| (Foto: Reprodução/Internet) |
A implementação da reforma do Programa de Integração Social
(PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins)
deve levar pelo menos dois anos, afirmou hoje (9) o secretário-executivo do
Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, no Seminário Internacional AGU 25
Anos”.
De acordo com o secretário, o projeto, em elaboração pelo
governo, já está “maduro” para ser encaminhado ao Congresso Nacional.
PIS e Cofins são contribuições federais que incidem sobre a
receita bruta auferida pela pessoa jurídica. Incidem tanto sobre o faturamento
ou o auferimento de receitas para pessoas jurídicas de direito privado; sobre o
pagamento da folha de salários para entidades de relevância social determinadas
em lei; e sobre a arrecadação mensal de receitas correntes e o recebimento
mensal de recursos para entidades de direito público.
Segundo o secretário, por ter regras “extremamente
complexas” sobre o cálculo do crédito tributário, há muitos processos. Ele
acrescentou que atualmente 80% dos litígios no Conselho Administrativo de
Recursos Fiscais (Carf) são sobre Pis/Cofins. “Esse número fala por si só. Tem
algo errado na própria regulamentação. Nós precisamos simplificar”, disse o
secretário.
Guardia disse ainda que seria ideal a fusão do PIS-Cofins
com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto
sobre Serviços (ISS), mas essa mudança seria complexa por envolver estados e
municípios.
“O ideal seria ter uma reforma que migrasse o PIS/Cofins
para uma regra muito simples, para todos os produtos da economia, para nós
podermos caminhar para o imposto sobre o valor adicional nacional, que faria
também a fusão com o ICMS, o ISS, e o PIS-Cofins”.
De acordo com Guaria, a reforma do PIS/Cofins vai “facilitar
qualquer reforma tributária”. “Isso vai reduzir custo de cumprimento das
obrigações tributárias, vai reduzir litígios”.
Guardia acrescentou que a reforma do PIS/Cofins será feita
em duas etapas. “Primeiro, faremos do PIS para não ter erro de calibragem nessa
nova alíquota e, depois, a gente faz o Cofins. Então, é uma reforma em duas
fases que vai levar pelo menos dois anos para implementar. É melhor ir devagar
e rumar na direção correta”, disse.
No último dia 6, o secretário da Receita Federal, Jorge
Rachid, já tinha sinalizado que a unificação das contribuições será feita em
etapas. As duas contribuições equivalem a quase 4% do Produto Interno Bruto
(PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país). O PIS equivale a quase
1% do PIB.
Por: Agência Brasil.

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