"O governo federal até que tentou, mas falou com as pessoas erradas", disse o governador de São Paulo
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"O governo federal até que tentou, mas falou com as
pessoas erradas", disse o governador de São Paulo
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O governo Michel Temer cometeu "uma série de
equívocos" nas negociações da paralisação dos caminhoneiros, que acabaram
estendendo o movimento, afirmou nesta quarta-feira (30) o governador de São
Paulo Márcio França (PSB), candidato à reeleição.
"O governo federal até que tentou, mas falou com as
pessoas erradas", disse França, em sabatina da Folha de S.Paulo, UOL e
SBT.
O pessebista assumiu a liderança na negociação com os
caminhoneiros no estado na sexta (25), após o primeiro acordo do governo
federal ser frustrado pela continuidade da paralisação.
Segundo ele, a decisão foi tomada "na mesa", em
Brasília, e não considerou caminhoneiros que não estavam ligados às grandes
entidades da categoria.
"Quando eles decidiram na mesa que acabou a greve, aqui
na ponta houve uma revolta", disse.
Eleito vice-governador na chapa de reeleição de Geraldo
Alckmin (PSDB) em 2014, França assumiu o Palácio dos Bandeirantes em abril deste
ano, com a renúncia do tucano para disputar a Presidência.
França foi o segundo a ser sabatinado entre os postulantes
ao governo estadual. Na segunda (28) foi a vez de Luiz Marinho (PT). João Doria
(PSDB) e Paulo Skaf (MDB) serão entrevistados nos próximos dias.
Doria lidera as pesquisas de opinião e, em provocação, tem
chamado França de "Márcio Cuba" na tentativa de ligá-lo à esquerda.
Para França, o apelido é "frágil, um negócio meio
baixo" porque mexe com nome de família.
Ele critica Doria por ter renunciado a prefeitura para
concorrer e compara ao pedido de uma pizza pelo telefone.
Disse que, se uma pessoa pede uma pizza de oito fatias, ela
não pode vir incompleta. "Ele não pode tirar seis pedaços da pizza. Quer
dizer, até pode, mas vai ter que ouvir reclamações", afirmou.
França também nega ter feito ações eleitoreiras ao
homenagear uma policial militar que reagiu a um assalto e matou o ladrão em
Suzano, na Grande São Paulo, e quando esteve no local em que um edifício desabou
no centro da capital.
"Acho que pode ser interpretado [como eleitoreiro], mas
não é verdade. Qualquer um na condição de governador de São Paulo vai ter
protagonismo", disse.
Ele diz que "não provocou" para ficar mais
conhecido, mas que esses fatos precisavam de atitudes suas.
Por: Notícias ao Minuto.

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