Expectativa é que medicação atenda aproximadamente 200 pessoas cada
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Sistema Único de Saúde (SUS)
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a ofertar, em até 180
dias, os medicamentos alfaelosulfase e galsulfase para o tratamento de
pacientes com mucopolissacaridose tipos IV e VI, respectivamente. A portaria
que incorpora os insumos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais
(Rename) foi publicada na quinta-feira (20) no Diário Oficial da União.
Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que a
mucopolissacaridose consiste em um distúrbio genético que afeta a produção de
enzimas, substâncias fundamentais para diversos processos químicos em nosso
organismo. A doença não tem cura, mas um tratamento adequado, segundo a pasta,
é capaz de reduzir complicações e sintomas, além de impedir o agravamento do
quadro.
A expectativa do governo é que o medicamento alfaelosulfase
possa atender a 153 pacientes de todo o país diagnosticados com o tipo IV de
mucopolissacaridose. Já o galsulfase deve ser utilizado por 183 pacientes com o
tipo VI da doença, que apresenta ainda outros quatro estágios. Em junho, o
ministério incorporou os medicamentos laronidase e idursulfase alfa para o
tratamento de mucopolissacaridose tipos I e II.
Doenças raras
De acordo com a pasta, as doenças raras são caracterizadas
por uma ampla diversidade de sinais e sintomas que variam não só de doença para
doença, mas também de pessoa para pessoa. Manifestações relativamente
frequentes podem simular doenças comuns, dificultando o diagnóstico, causando
elevado sofrimento clínico e psicossocial aos afetados e suas famílias.
Considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em
cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1,3 pessoa para cada 2 mil indivíduos. O
número exato de doenças raras não é conhecido. Estima-se que existam entre 6
mil a 8 mil tipos de doenças raras em todo o mundo. 80% delas decorrem de
fatores genéticos e as demais advêm de causas ambientais, infecciosas e
imunológicas, entre outras.
“Muito embora sejam individualmente raras, como um grupo
elas acometem um percentual significativo da população, o que resulta em um
problema de saúde relevante”, destacou o ministério.
Por: Folha de Pernambuco.

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