O governador reeleito de Pernambuco, Paulo Câmara, tomou
posse, na tarde desta terça-feira (1º), pregando paz e conciliação, tanto na
política quanto nas ruas. Ao lado da vice-governadora Luciana Santos, ele
discursou perante os deputados estaduais e convidados, na Assembleia Estadual
de Pernambuco (Alepe).
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Paulo Câmara tomou posse
para o segundo mandato como governador de Pernambuco - Arquivo/Agência Brasil
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Filiado ao PSB, Câmara
deixou claro que o momento é de pacificar o país e abrir diálogo com todas as
forças políticas, principalmente o governo federal, na presidência de Jair
Bolsonaro.
“É urgente desmontar os
palanques, desarmar os espíritos, buscar o mínimo de convergências que nos
permitam preservar as conquistas democráticas e avançar. O processo eleitoral
que nos elegeu para o Poder Executivo e elegeu os parlamentares para o Poder
Legislativo é o mesmo que elegeu o presidente da República”, afirmou o
governador.
No discurso, Câmara lembrou
a história de lutas de Pernambuco, que se contrapôs ao poder central, quando necessário,
e disse que apoiará as decisões que beneficiem o estado, mas refutou a possível
privatização da companhia de energia Chesf.
“A submissão, em qualquer
tempo, de qualquer natureza, por qualquer motivo, é incompatível com o espírito
libertário dos pernambucanos. Apoiaremos decisões que beneficiem Pernambuco e o
Nordeste, a exemplo das obras complementares da transposição das águas do Rio
São Francisco e da conclusão da Ferrovia Transnordestina. Mas seremos contra
iniciativas que comprometam o futuro do estado e da região, como a privatização
da Chesf”, ressaltou.
Ao final do discurso,
Câmara voltou a insistir na pacificação política do país, como forma de
alcançar avanços econômicos e sociais.
“Precisamos de paz, porém
não a paz do silêncio imposto pela força. Queremos a paz viva, do debate, do
contraditório, da liberdade de opinião. A paz da democracia. Precisamos de paz
para trabalhar, vencer a miséria, a violência e o desemprego, para ajudar
milhões de jovens a encontrar um futuro melhor e mais proveitoso”, concluiu.
Paulo Câmara tem 46 anos e
é natural do Recife. É formado em economia pela Universidade Federal de
Pernambuco, onde também fez especialização em contabilidade e controladoria
governamental e mestrado em gestão pública. Ele foi secretário de
Administração, Turismo e Fazenda, no governo Eduardo Campos (2007-2014).
Por: Agência Brasil.

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