Aeronave Piper PA-28 esteve envolvida em 84 acidentes e 11 mortes desde maio de 2018, de acordo com dados da Aviation Safety Network
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O avião era do modelo Piper Cherokee PT-KLO
Foto: Reprodução
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O modelo de avião Piper PA-28, o mesmo utilizado pelo cantor
Gabriel Diniz, do hit Jenifer, esteve envolvido em 84 acidentes, com 11 mortes,
em todo o mundo no último ano, segundo a plataforma colaborativa Aviation
Safety Network. O relatório aponta ainda que as 11 mortes do período ocorreram
em nove acidentes. A última delas aconteceu no dia 6 de maio, no Alabama (EUA).
Entre a ocorrência e o acidente envolvendo Gabriel Diniz, já
haviam sido registrados outros três imprevistos sem vítimas fatais com o
modelo, sendo um deles na cidade de Tiradentes (MG), no último dia 8. No
Brasil, dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes
Aeronáuticos) contabilizam 85 ocorrências com o modelo Piper PA-28 desde março
de 2009, sendo 47 incidentes, 12 incidentes graves e 26 acidentes.
A aeronave de pequeno porte começou a ser produzida pela
Piper Aircraf nos anos de 1960 e já foram fabricadas desde então mais de 32 mil
unidades.
O engenheiro aeronáutico Shailon Ian, presidente da Vinci
Aeronáutica, avalia que a quantidade elevada de ocorrências é justificada pelo
uso frequente da aeronave em situações de risco elevado. "Tem a ver mais
com o tipo da operação do que com o próprio avião, que é um modelo usado muito
para instrução e voos de finais de semana", afirma ele.
Para Ian, a utilização também pode ser refletida na
diversificação dos acidentes. "O risco aeronáutico é calculado pelo avião
e o local onde ele está sendo operado. Às vezes, você tem um avião superseguro,
mas se for operado constantemente de maneiras insegura, acaba tendo um risco
muito elevado", completa o engenheiro, que descarta responsabilidade da
aeronave pelo volume de ocorrências.
O acidente desta segunda-feira (27), que matou o Gabriel
Diniz e os pilotos Abraão Farias e Linaldo Xavier, ocorreu com a aeronave de
prefixo PT-KLO, fabricada em 1974. O avião, de propriedade do Aeroclube de
Alagoas, estava autorizado a fazer voos de instrução e proibido de realizar
táxi aéreo.
O avião envolvido no acidente tinha capacidade para
transportar três pessoas, estava com o Certificado de Aeronavegabilidade
regularizado até fevereiro de 2023 e tinha a IAM (Inspeção Anual de Manutenção)
válida até março de 2020.
Por: Folha de Pernambuco.

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