A Bolsa brasileira deverá ser palco de três estreias, a joalheria Vivara, a varejista C&A e o Banco BMG
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© Reuters / Paulo Whitaker (Foto de arquivo)
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Ovolume de ofertas de ações na B3, a Bolsa de São Paulo, em
outubro tem potencial para alcançar R$ 20 bilhões, com o impulso da oferta
subsequente (follow on) do Banco do Brasil, que deve chegar perto dos R$ 8
bilhões. Além dessa emissão "jumbo", a Bolsa brasileira deverá ser
palco de três estreias, com as ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em
inglês) da rede de joalheria Vivara, a varejista C&A e o Banco BMG.
No mês passado, quando a janela para emissões se abriu após o
fim do período de férias no Hemisfério Norte, o volume de ofertas subsequentes
somou pouco mais de R$ 3,6 bilhões, com o Banco Pan, as incorporadoras Trisul e
EzTec, a empresa de tecnologia Sinqia (ex-Senior Solution) e a empresa de
energia Ômega. O Banrisul também fez sua tentativa, mas sofreu resistência por
parte sos investidores e cancelou sua oferta.
Agora, para outubro, além do BB, estão na fila as ofertas da
Cyrela Commercial Properties (CCP), Positivo Tecnologia e Lopes, mas o número
ainda deve crescer, dado o alto número de empresas que já contrataram o
sindicato de bancos para realizarem suas ofertas. O momento bastante otimista
para essas emissões tem chamado a atenção de um grupo cada vez maior de
companhias.
A captação líquida dos fundos locais tem garantido, até
aqui, demanda para as ofertas, em um momento em que o investidor estrangeiro
ainda demonstra cautela em relação ao Brasil. A indústria de fundos de
investimento acumula captação líquida de R$ 205,7 bilhões em 2019 até setembro,
de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados
Financeiro e de Capitais (Anbima). Com isso, os gestores seguem em busca de
oportunidades no mercado, analisando com atenção as ofertas de ações.
O volume das ofertas neste ano pode superar já neste mês os
R$ 70 bilhões, o mesmo valor atingido em 2007, ano de ouro do mercado de
capitais no Brasil. Em 2010 o volume foi superior ao de 2007, mas contou com a
megacapitalização da Petrobrás, de mais de R$ 120 bilhões, o que distorceu o
dado.
As ofertas em setembro já começaram a mostrar uma tendência
que também será observada em algumas ofertas em outubro. Apesar de a operação
do BB ser exclusivamente secundária, com a Caixa Econômica Federal vendendo
suas ações, além de papéis detidos na própria Tesouraria do BB, as outras
ofertas contarão com a presença do componente primário, com recursos sendo
destinados ao caixa das empresas e sendo direcionados para investimentos.
Além do IPO da Vivara, cuja ação terá o valor definido no
início desta semana, a agenda de outubro ainda conta com a estreia da C&A e
do BMG na B3.
A Iguá Saneamento, que também protocolou seu pedido de
oferta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deve postergar sua operação,
dado que não chegou a um entendimento com os investidores sobre o preço da
companhia para o IPO. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Por: Notícias ao Minuto.

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