O presidente da Câmara dos Deputados afirmou que o Parlamento brasileiro não irá aprovar uma eventual proposta de prorrogação do estado de calamidade pública
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O Presidente da Câmara dos
Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o Parlamento brasileiro não irá
aprovar uma eventual proposta de prorrogação do estado de calamidade pública a
fim de permitir que o governo federal gaste além do chamado “teto de gastos”,
regra fiscal que limita os gastos públicos e que está em vigor desde 2017.
“Hoje, conversando com
investidores, deixei bem claro que a Câmara não irá, em nenhuma hipótese,
prorrogar o estado de calamidade para o ano que vem”, escreveu Maia em sua conta pessoal no Twiter,
referindo-se à sua participação, poucas horas antes, em um evento digital
realizado por uma empresa de assessoria de investimentos.
Decretado pelo governo
federal em função da pandemia da covid-19 e aprovado pela Câmara e pelo Senado
em março deste ano, o reconhecimento do estado de calamidade pública no país
está previsto para vigorar até 31 de dezembro. Um dos principais aspectos do
decreto é autorizar o governo federal a gastar além da meta fiscal prevista
para este ano.
O orçamento de 2020 previa
uma meta de déficit primário de R$ 124,1 bilhões (ou 1,7% do Produto Interno
Bruto – PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no país), mas com a
aprovação do decreto de calamidade pública por causa da pandemia, o governo foi
autorizado a gastar além desse limite, ampliando os gastos públicos,
principalmente com medidas de enfrentamento às consequências socioeconômicas da
pandemia.
No fim de setembro, o
secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues,admitiu,
durante audiência pública na Comissão Especial do Congresso Nacional, que as contas
públicas do governo federal devem fechar o ano com um déficit de R$ 871 bilhões
(12,1% do PIB).
Apesar disso, alguns setores
começaram a sugerir a hipótese de propor a extensão da vigência do decreto de
calamidade pública até 2021. A medida, que precisaria da aprovação do Congresso
Nacional, permitiria ao governo federal, entre outras coisas, prorrogar o
pagamento do auxílio emergencial às famílias financeiramente prejudicadas pela
pandemia.
Ao participar da audiência,
o próprio secretário defendeu o teto de gastos, alegando que a medida não
permite que a maior parte das despesas do governo cresça acima da inflação do
ano anterior, evitando "riscos fiscais desnecessários". A opinião é
compartilhada por Rodrigo Maia.
“Soluções serão encontradas
dentro deste orçamento, com a regulamentação do teto de gastos”, escreveu Maia,
hoje, em sua conta pessoal no Twitter.
“A gente já viu que ideias
criativas, em um passado não tão distante, geram desastres econômicos e
impactam a vida das famílias brasileiras. Eu, como primeiro signatário da PEC
da Guerra, não posso aceitar que ela seja desvirtuada para desorganizar o nosso
Estado, a economia”, acrescentou o presidente da Câmara, afirmando “que não há
caminho fora do teto de gastos”.
Por: Notícias ao Minuto.

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