Relator-geral do Orçamento, Marcelo Castro (MDB-PI), afirma que proposta deve ser apresentada a ele até a sexta-feira, 11
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TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 03/11/2022 - Marcelo
Castro se reuniu com equipe de transição do novo governo |
O relator-geral do Orçamento 2023, Marcelo Castro (MDB-PI),
disse nesta quinta-feira, 10, que a equipe de transição para o governo do
presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com a ideia de
retirar todo o Auxílio Brasil, que voltará a ser chamado de Bolsa Família a
partir do próximo ano, de forma permanente do teto de gastos, regra
constitucional que limita os gastos da União à variação da inflação. O
emedebista também anunciou que a previsão é que o benefício turbinado – haverá
um bônus de R$ 150 por criança de até seis anos de idade – custe aos cofres
públicos R$ 175 milhões. A chamada PEC de Transição, que trará os detalhes da
proposta idealizada pela cúpula petista para garantir essas e outras medidas,
como o aumento real do salário mínimo, deve ser apresentada a Castro até esta
sexta-feira, 11.
Nesta quinta-feira, Castro se reuniu com o vice-presidente
eleito, Geraldo Alckmin (PSB), e com representantes da equipe de transição,
além de lideranças partidárias, para tratar o assunto. De acordo com o senador,
a ideia do governo eleito é retirar do teto de gastos os R$ 105 bilhões
destinados ao Auxílio Brasil para 2023. “Para que não haja nenhuma dúvida,
nenhuma celeuma de que possa ser um cheque em branco para o governo gastar com
o que quiser. Então, lá vai ter que estar especificado claramente ‘tantos
bilhões para, por exemplo, a Farmácia Popular, tantos bilhões para merenda
escolar'”, afirmou em conversa com jornalistas. “Na hora que se abre o espaço
de R$ 105 bilhões, poderia se pensar ‘ah, o governo pode fazer o que quiser com
esses R$ 105 bilhões’. Nada disso. O governo vai especificar item por item onde
será gasto cada centavo desses R$ 105 bilhões”, acrescentou o senador.
Ainda segundo Castro, a equipe de transição estuda ampliar
os gastos quando houver recursos extras. Neste caso, a proposta é que o limite
seja de 2% das receitas extraordinárias. “Há uma ideia também, é preciso que a
gente veja o texto como é que vem, de excepcionalizar uma receita de 2% de
receitas extraordinárias, por exemplo, um bônus de assinatura do petróleo, que
são receitas que não são correntes, que não são receitas ordinárias. Isso
poderia entrar, mas não é um valor muito expressivo diante do problema que nós
temos”, explicou o parlamentar.
O Auxilio Brasil, que deve voltar a se chamar Bolsa Família,
ficará fora do teto permanentemente. “Na
hora que abre o espaço de 105 bilhões, aí se poderia pensar: ‘o governo pode
fazer o que quiser com esses 105’. Nada disso. O governo vai especificar, item
por item, onde é que será gasto cada centavo desses 105 bilhões. “Lá, vai ter
que estar especificado claramente. Tantos bilhões para, por exemplo, Farmácia
Popular, tantos bilhões para saúde indígena, merenda escolar, investimento no
DNIT, Minha Casa Minha Vida”, explicou Castro.
A Proposta de Emenda à Constituição é uma alternativa encontrada pelos
petistas para que seja viabilizado o pagamento do Auxilio Brasil de R$ 600 para
o próximo ano. Apenas para o programa de transferência de renda, serão R$ 52
bilhões de gastos fora do teto, sem contar reajuste de merenda escolar e
reajuste do salário mínimo, por exemplo.
Por: Jovem Pan.

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