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| José Nivaldo Júnior. |
Fazer jornalismo no interior do Brasil não é fácil. Aliás em interior nenhum do mundo. Melhor dizendo, fazer jornal, não é de hoje, é um desafio para ser encarado pelos melhores, em qualquer lugar do mundo. Para sobreviver e vencer, é preciso juntar qualidades raras, entre as quais espírito empreendedor e faro para a informação que interessa aos leitores. Repito, fazer jornal não é para qualquer um. Muito menos qualquer uma. Fiz uma varredura na memória e não encontrei mulheres à frente de empreendimentos jornalísticos duradouros que completem os dedos da mão direita. Uma delas, quase 30 anos de sucesso, a nossa querida Maluma Marques.
MENINA ENXERIDA
Ainda bem pequena, Maluma mostrou que não estava na vida a passeio. A danada procurou a famosa, na época, Tia Lola, editora do suplemento infantil do Diário de Pernambuco, de nome Júnior. O caderno, em formato tabloide, circulava aos sábados e fazia extraordinário sucesso. Além de muito lido, o Júnior foi o laboratório que descobriu e deu vez ao desenvolvimento de talentos extraordinários. Para não fazer lista e cometer omissões, vou lembrar dois amigos muito queridos: Geneton Moraes Neto, que brilhou no país e no mundo. E a própria Maluma, que brilha Brasil afora. Isso porque o Exterior ainda não descobriu os seus enormes e diversificados talentos.
VIVEIRO DO BEM
O TERRA DA GENTE, que este mês de agosto completou 27 anos bem vividos, tem cada edição moldada à imagem e semelhança da sua criadora. O jornal é uma ferramenta do bem. Cumpre laboriosamente sua missão de divulgar e promover. Acompanho desde o início e perdi a conta dos anos em tenho a honra de ser colaborador. Não lembro de uma só matéria botando alguém “para baixo”. Dizem que os pernambucanos são invejosos entre si. Que somos balaio de caranguejos, cada qual puxando o que está em cima para o fundo. Se isso por acaso fosse verdade, é não é, Maluma teria nascido em algum ponto distante da galáxia. Porque mesquinharia, pequenez, ranço de qualquer natureza passam longe dessas páginas.
ARVORE QUE DÁ FRUTOS
O Terra da Gente serve de eixo para os prêmios com os quais Maluma distingue figuras locais e nacionais que dão contribuições importantes para a coletividade. Divulga perfis de vencedores. Promove encontros literários e entidades associativas. Garimpa e abre espaço para a produção literária de talentos de todas as regiões. Enfim, além de tudo o TERRA DA GENTE é uma frondosa árvore que dá muitos frutos.
Viva. Parabéns. Muitos e muitos anos mais de vida e sucesso.

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