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Carta de Dilma Rousseff foi lida em plenário
pela senadora
Fátima Bezerra (PT-RN)
Antonio Cruz/Agência Brasil
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A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) leu hoje (16), no plenário
do Senado, a carta da presidenta afastada Dilma Rousseff aos senadores e ao
povo brasileiro. No documento, Dilma faz um apelo para que os senadores não a
condenem injustamente no processo de impeachment e volta a propor um plebiscito
para que a população se manifeste sobre a realização de novas eleições no país.
A senadora leu a íntegra do documento aos colegas que
estavam presentes na sessão de hoje e encaminhou o documento para que ele
conste nos anais do Senado, pela “lucidez política, clareza, e coragem na
defesa da democracia” do texto, segundo ela.
Para o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), a
carta de Dilma foi extemporânea e não terá peso suficiente para mudar o rumo do
processo.
“É uma carta frágil politicamente, inexistente
juridicamente, de uma pessoa que teve todas as oportunidades de dialogar com o
povo brasileiro, com o Congresso Nacional. Não o fez e agora vem com uma
proposta de diálogo completamente fora de prazo, fora de qualquer propósito. O
que o Congresso Nacional fará é dar sequência ao processo e puni-la
exemplarmente pelos crimes de responsabilidade que foram praticados”, disse o
tucano.
Uma das principais vozes de oposição à Dilma, o senador
Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que a carta da presidenta afastada demonstra que
ela está “desconectada da realidade brasileira” e que tenta se eximir da responsabilidade
pela crise.
“Ela trata do momento de crise que o país enfrenta como se
não fosse ela a responsável por tudo isso. É também uma afronta ao Supremo
Tribunal Federal, ao Tribunal de Contas da União e ao Congresso Nacional, que
estão apenas exercendo suas funções”, criticou o senador.
Já o líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), ressaltou a
importância que a carta pode ter para mudar votos de senadores que ainda não
estão convencidos e reafirmar os votos daqueles que já estão a favor da
presidenta. “Estamos centrados em mostrar aos senadores que não há um crime de
responsabilidade e que, portanto, esse processo de impedimento acaba se
transformando em um processo de ruptura com a democracia brasileira.”
Por: Agência Brasil.

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