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O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo
Lewandowski, vai acertar os detalhes do julgamento final do processo de impeachment Foto:
Geraldo Magela/Agência SenadoGeraldo Magela
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo
Lewandowski, definirá nesta quarta-feira (17) como será o roteiro do julgamento
final da presidenta afastada Dilma Rousseff, marcado para começar no próximo
dia 25, às 9h, no plenário do Senado. A exemplo do que fez na fase de pronúncia
do processo, mais uma vez o ministro vai se reunir com o presidente da Casa,
Renan Calheiros (PMDB-AL), e com líderes partidários para acertar os detalhes.
O encontro será às 11h.
Entre os pontos que precisam ser esclarecidos está , por
exemplo, o tempo que cada senador terá para falar e apresentar questões de
ordem. Também precisa ser acertado quanto tempo terão as três testemunhas
indicadas pela acusação e as seis de defesa. Outra dúvida diz respeito ao dia
em que Dilma poderá comparecer à casa pessoalmente para se defender, caso
queira.
Lewandowski terá que definir ainda o tempo que vai durar
cada dia do julgamento, além dos intervalos e se serão convocadas sessões no
fim de semana, como defendem aliados do presidente interino Michel Temer. Ainda
na fase de pronúncia, questionado pelo presidente da Comissão Especial do
Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), o ministro já tinha adiantado que
não pretende marcar sessões no fim de semana.
“Uma coisa é você fazer numa sexta feira, num sábado, numa
segunda, uma sessão de julgamento do afastamento de uma presidente da
República. Outra coisa, completamente diferente, é você estabelecer outros
procedimentos, como oitiva de testemunhas, discussão, participação da defesa ou
da acusação. Eu acho que essa decisão deve ser logo tomada para um lado ou para
o outro, com a participação de todos”, disse Renan nessa terça-feira (16).
Votação final
Para afastar definitivamente Dilma Rousseff do mandato,
serão necessários desta vez dois terços dos votos, ou seja, o apoio de, no
mínimo, 54 dos 81 senadores. Se esse cenário se confirmar, o presidente
interino assume definitivamente do cargo e a petista também fica inelegível por
oito anos. Se o mínimo necessário para o impeachment não for alcançado, ela
retoma o mandato, e o processo no Senado é arquivado.
Por: Agência Brasil.

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