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A ideia é substituir o aquecedor solar nessas regiões
por
outro elemento, como um sistema de geração de energia
solarArquivo/Fernando
Frazão/Agência Brasil
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O Ministério das Cidades quer retirar a obrigatoriedade da
instalação de aquecimento solar para unidades habitacionais do programa Minha
Casa Minha Vida. A informação foi dada pelo ministro Bruno Araújo, que está no
Recife. Ele concedeu entrevista, hoje (15) de manhã em evento comemorativo aos
194 anos do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
De acordo com Bruno Araújo, os aquecedores solares só fazem
sentido para algumas regiões do país, enquanto em outras o equipamento só
tornaria o imóvel mais caro, sem que fosse convertido em benefício para o
morador. “Isso, no Sul e no Sudeste, no inverno, é muito bom. Já no Norte e
Nordeste, tem pouca utilidade e pode ser substituída por outros equipamentos”,
disse.
A ideia, segundo o ministro, é substituir o aquecedor solar
nessas regiões por outro elemento, como um sistema de geração de energia solar
ou o uso de um material de melhor qualidade na obra, a exemplo do piso.
O aquecedor solar é usado principalmente para a água do
chuveiro. A instalação do sistema é obrigatória desde a segunda fase do
programa nas unidades unifamiliares contratadas a partir de 30 de junho de
2012, nas modalidades Empresas e Entidades, para famílias atendidas pela faixa
1 – a de menor renda. O custo do equipamento já é incluído no valor do imóvel.
A gestão anterior do Ministério das Cidades apontava o uso
da tecnologia como um dos aspectos sustentáveis do programa. Em 2015, o órgão
sustentava que havia uma redução na conta de luz de 30%, em média, a partir do
uso do sistema.
Continuidade dos ajustes
As novidades fazem parte de um histórico de ajustes que vêm
ocorrendo no programa desde a mudança na Presidência da República, segundo o
ministro.Araújo afirmou que a extinção do sistema de pontuação indireta do
Minha Casa Minha Vida - Entidades para o meio rural ocorreu porque os mais
qualificados, por esse critério eram organizações “com determinado tipo de
posionamento”.
“Sempre apontava para uma entidade com determinado tipo de
posicionamento vinculado a determinado partido. Na hora em que tiramos as
pontuações, criamos critérios mais isonômicos, mais iguais”, justifica. A
pontuação era dada a instituições sem fins lucrativos, vinculadas a entidades
com representação em grupos de trabalhos estabelecidos pelo Ministério das
Cidades ou no Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).
Outra medida citada por Araújo, considerada positiva, é a
redução da renda máxima para a família que recebe subsídio pleno do Minha Casa
Minha Vida, de R$ 1.800 para R$ 1.600. É a faixa 1, que tem até 95% do valor do
imóvel coberto pelo Tesouro Nacional. A mudança feita pela equipe interina
reverteu decisão do governo da presidenta afastada Dilma Rousseff, em setembro
do ano passado, quando o programa sofreu uma reformulação ampla nas regras e
juros dos financiamentos. Na ocasião, o limite da renda era R$ 1,6 mil, e foi
ampliado para o R$ 1,8 mil, agora rebaixado novamente.
Metrô para Suape
O ministro das Cidades também participou, no Recife, de uma
reunião com representantes da Companhia Brasileita de Trens Urbanos (CBTU),
para apresentar um projeto de expansão do metrô da cidade até o Complexo
Industrial Portuário de Suape, na Região Metropolitana.
Bruno Araújo disse que vai avaliar se a obra será incluída
no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas adiantou que vai depender
de alguns critérios. “Isso passa pela viabilidade técnica, e em razão dos
valores ennvolvidos”. A ideia é implantar um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e
aproveitar um trecho de malha ferroviária desativada, informou.
Por: Agência Brasil.

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