Considerando risco de fuga, o Ministério Público Federal
(MPF) defende que a Justiça não devolva o passaporte à jornalista Cláudia Cruz,
esposa do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.
Advogados apresentaram o pedido de devolução há pouco mais
de um mês, em uma ação penal a que Cláudia responde em Curitiba.
Nesta segunda-feira (15), procuradores da Força Tarefa Lava
Jato se posicionaram pelo indeferimento do pedido.
Eles alegam que existe “real possibilidade” de Cláudia Cruz
ou familiares dela ainda manterem contas bancárias no exterior.
Para os procuradores, a devolução do passaporte pode
representar risco concreto de uma eventual fuga e de uso de recursos secretos
ainda não bloqueados.
Na ação penal, a jornalista é acusada de lavagem de dinheiro
internacional e de manutenção de depósitos não declarados no exterior.
De acordo com a denúncia, ela seria beneficiária de uma
conta bancária secreta na Suíça, na qual teriam sido depositados recursos de
propina paga a Eduardo Cunha.
A conta, identificada como “Köpek”, está bloqueada. Mas os
procuradores não descartam a possibilidade de a família ter outras contas no
exterior ainda não identificadas.
Na semana passada, o juiz Sérgio Moro, responsável pela ação
penal, intimou Cláudia Cruz a informar um endereço onde pudesse ser localizada.
O que constava na ação ainda era o da Presidência da Câmara.
Os advogados da jornalista informaram dois novos endereços:
um na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde moram os filhos; e outro em
Brasília, onde passa parte da semana com o marido.
Por: Notícias Uol.

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