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Presidente da Câmara afasta possibilidade de decisão
monocrática Fabio Rodrigues
Pozzebom/Agência Brasil
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ),
disse hoje (6) que a votação do processo de cassação do mandato do deputado
afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deverá seguir o ritmo em que a Casa apreciou
outros pedidos de cassação.
Segundo Maia, o plenário será soberano nas decisões sobre
questões de ordem apresentadas na votação do processo, e não haverá decisão
monocrática. “Não haverá nenhuma decisão isolada da minha parte. Qualquer
decisão seguirá o Regimento Interno da Câmara e será sempre respaldada pela
maioria do plenário. Em todos os casos, principalmente neste, é importante que
o plenário possa se manifestar e tomar decisões, que cada deputado assuma sua
responsabilidade no processo.”
Quanto às questões de ordem, Maia disse que serão discutidas
e deferidas ou indeferidas por ele na hora que forem apresentadas. Maia
ressaltou, porém, que não ficaria tratando, em tese, de tais questões, uma vez
que deve ser levado em consideração o fundamento de cada umas para que ele
decida deferir ou indeferir. “Qualquer questão de ordem vai ser avaliada e
decidida na hora." Maia enfatizou que todas as decisões serão tomadas com
o apoio da maioria do plenário. Ele acrescentou que, se a decisão da maioria for diferente da sua,
isso será legitimo, democrático.
O presidente da Câmara disse que, apesar de marcada para a
próxima segunda-feira (12), a sessão deverá ter quórum alto, de 460 a 470
deputados, e que votará o processo com pelo menos 420.
Sobre o fato de Cunha ainda não ter recebido a notificação
da sessão convocada para votar o pedido de cassação, Maia explicou que, se ele
não receber pessoalmente o documento, a Secretaria-Geral da Casa dispõe de
instrumentos para notificá-lo por meio de publicação no Diário Oficial, e o
deputado afastado terá condições de fazer sua defesa no plenário.
Reformas
Em entrevista, Maia defendeu o envio da proposta de reforma
da Previdência à Câmara até esta sexta-feira (9) para que comece a tramitar.
Segundo o parlamentar, se a reforma chegar à Câmara no dia 15 deste mês, ou no
dia 3 de outubro, não fará diferença do ponto de vista prático, porque não
haverá sessões de 15 de setembro a 3 de outubro em função das eleições
municipais. Sem sessões, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da
Previdência não poderá tramitar, já que a Câmara estará em uma espécie de
recesso branco e só voltará a funcionar depois do primeiro turno das eleições.
“Se o governo não encaminhar a reforma até sexta-feira,
tanto faz que encaminhe antes ou depois da eleição. O importante é que o
governo já anunciou que este é um tema fundamental e que, para continuar
pagando seus beneficiários da forma que
paga hoje, a Previdência precisa mudar”, afirmou.
De acordo com Maia, é importante que as pessoas entendam que
as reformas que serão votadas, como a da
Previdência e a do teto dos gastos, não são “para tirar direito de ninguém, e
sim para garantir o futuro das famílias”. “É importante que isso fique claro. O
governo vai encaminhar a matéria, sabe quais são os pontos que precisam ser
reformados, não está enganando a sociedade. O governo entende, e eu concordo
que as contas do governo estão fora de controle.”
Por: Agência Brasil.

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