Compromisso visa combater bactérias, vírus e parasitas
resistentes.
Resistência antimicrobiana mata no mundo 700 mil pessoas por
ano.
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Ilustração representa grupo de bactérias resistentes: ONU
lançou iniciativa para combater a resistência bacteriana (Foto: Melissa
Brower/Centers for Disease Control and Prevention via AP)
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Os países membros das Nações Unidas se comprometeram pela
primeira vez nesta quarta-feira (21) a tomar medidas globais para enfrentar a
ameaça de organismos resistentes a medicamentos. A proposta para combater a
proliferação de bactérias, vírus e parasitas desse tipo abrange uma
regulamentação mais rígida para o uso de drogas contra patógenos e estudos na
área de medicina antimicrobiana.
O compromisso foi firmado durante a Assembleia Geral da ONU
depois de anos de alertas de autoridades de saúde global sobre o aumento de
infecções resistentes a medicamentos, que ameaçam acabar com todos os
antibióticos e antifúgicos, deixando o mundo mais vulnerável a esses
organismos.
"A resistência antimicrobiana representa uma ameaça
fundamental à saúde humana, ao desenvolvimento e à segurança", a
diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan.
Estima-se que 700 mil pessoas morram anualmente devido ao
fenômeno conhecido como resistência antimicrobiana. Bactérias, vírus, parasitas
e fungos podem se tornar residentes a medicamentos e defensivos agrícolas,
devido ao uso excessivo e incorreto das drogas que deveriam combatê-los.
Dessa maneira, o combate a infecções comuns como pneumonia e
gonorreia, a infecções pós-operatórias, tuberculose e ao vírus HIV está se tornando
cada vez mais difícil.
"Se falharmos na resposta rápida e abrangente a esse
problema, a resistência antimicrobiana tornará o fornecimento de uma cobertura
de saúde universal de alta qualidade mais difícil e minará a produção
sustentável de alimentos", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Na declaração adotada, governos se comprometem a desenvolver
planos nacionais de ação para o combate a esse problema, tendo com base o plano
global OMS desenvolvido em 2015. Além disso, os países irão melhorar o
monitoramento e regulamentação do uso medicamentos antimicróbicos nos setores
de saúde e agricultura.
Por: G1/Bem Estar.

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