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| Crédito/Divulgação. |
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal
(STF), criticou hoje (4) a atuação do Ministério Público Federal (MPF) no dia
em que foi apresentada a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva. Durante a sessão da Segunda Turma do STF, que julgou um recurso da
defesa de Lula, Teori considerou que houve “espetacularização” no episódio.
“Nós todos tivemos a oportunidade de verificar um espetáculo
midiático com forte divulgação que se fez lá em Curitiba, não com a
participação do juiz, mas do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.
Se deu notícia sobre organização criminosa colocando o presidente Lula como o
líder dessa organização criminosa dando a impressão, sim, de que se estaria
investigando essa organização criminosa. Mas aquilo que foi objeto do
oferecimento da denúncia, efetivamente, não foi nada disso”, disse Teori
Zavascki.
Para o ministro, a postura do MPF não foi compatível com a
seriedade exigida do órgão. “Houve esse descompasso. Essa espetacularização do
episódio não é compatível nem com aquilo que foi objeto da denúncia nem parece
compatível com a seriedade que se exige na apuração desses fatos”.
Apesar de criticar a atuação do MPF, o ministro negou o
recurso da defesa do ex-presidente. O voto do relator foi acompanhado pelos
demais membros da turma. No mês passado, Zavascki já havia negado o pedido
feito pela defesa de Lula para que fossem suspensas as investigações contra ele
que estão em Curitiba, com o juiz federal Sergio Moro, da Justiça Federal do
Paraná, e que as ações fossem remetidas ao Supremo.
Apesar da decisão monocrática, Teori decidiu levar o caso
para análise da Segunda Turma.
A defesa questiona a competência de Moro para conduzir três
inquéritos contra o ex-presidente no âmbito da Operação Lava Jato e alega que
os fatos investigados são os mesmos apurados pelo STF em outro inquérito contra
Lula.
Para Teori, muitas das ações relacionadas à Operação Lava
Jato têm relação com um dos inquéritos que tramitam na Corte. O ministro
lembrou ainda que o STF definiu que só tramitariam na Corte ações de pessoas
com foro privilegiado.
“Se fez desde o início dessa investigação da Lava Jato,
claro, de se manter aqui apenas aquilo que diz respeito fundamentalmente a
pessoas com prerrogativa de foro e, na medida do possível, é o que se está
fazendo”, disse Teori.
Por: Agência Brasil.

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