Temer é alvo de investigações e deve ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República nos próximos dias. Ele disse que o governo está pondo o país nos trilhos e que não há 'plano B'.
O presidente
Michel Temer disse nesta segunda-feira (26) que o governo está implementando
uma "agenda de modernização no país" para a qual, segundo ele, não há
um "plano B". Logo em seguida, Temer afirmou que "nada nos
destruirá, nem a mim nem a nossos ministros".
Ele deu a
declaração ao final de um discurso em evento no Palácio do Planalto para
sancionar a lei que permite aos comerciantes cobrarem preços diferentes para um
mesmo produto, dependendo da forma como o cliente paga.
O presidente
é alvo de investigações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após as
delações de executivos da JBS. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot,
deve apresentar uma denúncia contra Temer até terça-feira (27).
"O
Brasil está nos trilhos, no caminho da responsabilidade e na rota da superação.
Portanto, meus amigos, que ninguém duvide. Nossa agenda de modernização do
Brasil é a mais ambiciosa em muito tempo. Tem sido implementada com disciplina,
com sentido de missão. Não há plano B, há que seguir adiante. E nada nos destruirá,
nem a mim, nem aos nossos ministros", afirmou Temer.
Suspeitas
Segundo o
Ministério Público, o ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, recebeu
dinheiro de propina da JBS em troca de o governo favorecer a empresa no
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão federal que arbitra
disputas entre companhias concorrentes. Loures foi filmado, em março, com uma
mala contendo R$ 500 mil.
Também pesam
contra o presidente, que foi gravado em uma conversa por Joesley Batista, dono
da JBS, outras suspeitas, como a de ter dado aval a pagamento de propina da
empresa para comprar o silêncio o ex-deputado Eduardo Cunha.
Desde que
vieram à tona as delações, em maio, o governo Temer tem tido que lidar
diariamente com a crise política. O foco de Temer vem sendo garantir apoio para
que a denúncia da PGR não seja aceita pela Câmara dos Deputados, responsável
por autorizar o andamento do processo. Com isso, propostas consideradas até então
prioritárias pelo governo, como a da Previdência, ficaram paradas no Congresso.
Temer chegou
a mencionar a reforma da Previdência no discurso desta segunda. Ele disse que
"houve uma parada" na análise da matéria no Congresso, mas que em
breve será "retomada". Atualmente, a reforma tramita na Câmara. Para
virar lei, deve ser aprovada pelos deputados e, depois, no Senado.
Por: G1.

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