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Deputado Carlos Marun, vice-líder do governo na
CâmaraMarcelo Camargo/Agência Brasil
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A Executiva Nacional do PMDB se reunirá amanhã (12)
para decidir se fecha questão em torno da votação da denúncia contra o
presidente Michel Temer na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)
da Câmara. Segundo o vice-líder do governo na Casa, deputado Carlos Marun
(PMDB-MS), a tendência é que o partido decida por fechar questão pelo voto contrário
ao prosseguimento da denúncia contra Temer. Quando o partido fecha questão em
relação a um tema, ele orienta como os membros da legenda devem votar. Quem não
seguir a ordem pode ser punido.
Ontem,
o também peemedebista Sergio Zveiter (RJ), relator da denúncia na CCJ,
apresentou relatório a favor da admissibilidade da denúncia. Marun ressaltou
que a posição fechada deve ser de “indignação” com o relatório de Zveiter.
Para
evitar que outros deputados da base acompanhem o voto do relator, líderes de
partidos aliados ao governo têm promovido a troca de membros da comissão. A
estratégia foi criticada por Zveiter e também pelo presidente da CCJ, Rodrigo
Pacheco (PMDB-MG). Para garantir a maioria dos votos necessários para barrar a admissibilidade
da denúncia, lideranças do PMDB decidiram então convocar a reunião para fechar
questão.
O
fechamento de questão permite ao partido punir com expulsão o parlamentar que
votar de forma contrária à orientação da Executiva. A medida poderia atingir o
próprio relator Zveiter, que já declarou voto desfavorável a Temer.
“Nós
entendemos que até vamos estar muito próximos a uma unanimidade com este
fechamento e posteriormente à votação nós decidiremos o que fazer. Mas,
certamente nós não estamos fechando questão numa matéria tão importante para
fazer marola”, disse Marun
O líder
do partido na Câmara, deputado Baleia Rossi (PMDB-SP), e o presidente do
partido, senador Romero Jucá (PMDB-RR), ainda não se manifestaram publicamente
sobre a decisão do partido.
Por: Agência Brasil.

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