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Senadoras
da oposição deixaram a mesa e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, retomou
a sessão para votação da reforma trabalhista Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Após confusões e protestos da oposição durante toda
dia, o plenário do Senado aprovou, por 50 votos favoráveis e 26 contrários,
além de 1 abstenção, o texto principal do projeto que trata da reforma
trabalhista. A proposta altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT), permitindo, dentre as mudanças, que o acordado entre patrões e
empregados prevaleça sobre o legislado nas negociações trabalhistas.
Neste momento, os senadores discutem três destaques
que visam alterar pontos específicos do texto, como o que trata do trabalho
intermitente. Após a votação do texto-base, o plenário acompanhou o relator da
matéria, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e rejeitou em bloco as demais emendas
apresentadas individualmente pelos parlamentares.
Ocupação
Alvo de divergências, a reforma trabalhista estava
com a votação marcada para iniciar no fim da manhã de hoje (11), mas
parlamentares de oposição ocuparam a Mesa e impediram o presidente do Senado,
Eunício Oliveira, de prosseguir com os trabalhos.
A votação só foi retomada cerca de sete horas
depois da obstrução, protagonizada pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR),
Fátima Bezerra (PT-RN), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM),
Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO). Junto
com outros 14 parlamentares, o senador José Medeiros (PSD-MT) apresentou um
pedido de denúncia contra as oposicionistas ao Conselho de Ética no Senado
alegando "prática de ato incompatível com a ética e o decoro parlamentar".
Antes de tentar, pela última vez, retomar a
presidência da sessão, Eunício Oliveira criticou o ato das senadoras e disse
que "nem a Ditadura Militar ousou ocupar a Mesa do Congresso". Já os
parlamentares da base reclamam da possibilidade de o Senado apenas referendar o
texto aprovado pelos deputados, o que faria com que perdesse a função de Casa
Revisora.
Texto
A proposta de reforma trabalhista prevê, além da
supremacia do negociado sobre o legislado, o fim da assistência obrigatória do
sindicato na extinção e na homologação do contrato de trabalho. Além disso,
acaba com a contribuição sindical obrigatória de um dia de salário dos
trabalhadores. Há também mudanças nas férias, que poderão ser parceladas em até
três vezes no ano, além de novas regras
para o trabalho remoto, também conhecido como home office. Para o patrão que
não registrar o empregado, a multa foi elevada e pode chegar a R$ 3 mil.
Atualmente, a multa é de um salário-mínimo regional.
Por: Agência Brasil.

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