Investigação apura favorecimento à Odebrecht e também envolve os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco
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© Beto Barata/PR
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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF),
autorizou nesta sexta-feira (2) a inclusão do presidente Michel Temer no rol de
investigados no inquérito que apura o suposto favorecimento da empreiteira
Odebrecht pela antiga gestão da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da
República. Entre 2013 e 2015, durante o governo da ex-presidenta Dilma
Rousseff, o órgão foi dirigido pelos atuais ministros Eliseu Padilha e Moreira
Franco. Ambos já são investigados no caso.
O pedido havia sido feito pela procuradora-geral da
República, Raquel Dodge, na última terça-feira (27). Além disso, Fachin também
deu mais 60 dias para a Polícia Federal concluir as investigações, mas o prazo
pode ser estendido, conforme o portal G1.
Na manifestação, Dodge divergiu do entendimento do
ex-procurador Rodrigo Janot, que, no ano passado, decidiu não incluir Temer na
investigação, por entender que o presidente tem imunidade constitucional
enquanto estiver no cargo. Segundo a procuradora, a Constituição impede somente
o oferecimento da uma eventual denúncia contra os investigados.
De acordo com depoimento de delação premiada do ex-executivo
da Odebrecht Claudio Melo Filho, houve um jantar no Palácio do Jaburu, em maio
de 2014, para tratativas de um repasse de R$ 10 milhões como forma de ajuda de
campanha para o PMDB.
“A investigação penal, todavia, embora traga consigo elevada
carga estigmatizante, é meio de coleta de provas que podem desaparecer, de
vestígios que podem se extinguir com a ação do tempo, de ouvir testemunhas que
podem falecer, de modo que a investigação destina-se a fazer a devida
reconstrução dos fatos e a colecionar provas. A ausência da investigação pode
dar ensejo a que as provas pereçam”, argumenta a procuradora-geral da
República.
Por: Notícias ao Minuto.

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