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| (Foto: Reprodução/Internet) |
A Receita Federal quer unificar o Programa de Integração
Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
(Cofins). Ela tem um projeto pronto que ainda deverá ser aprovado pelo
Executivo antes de ser encaminhado ao Congresso Nacional. A intenção, de acordo
com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, é simplificar a tributação.
PIS e Confins são contribuições federais que incidem sobre a
receita bruta auferida pela pessoa jurídica. Incidem tanto sobre o faturamento
ou o auferimento de receitas para pessoas jurídicas de direito privado; sobre o
pagamento da folha de salários para entidades de relevância social determinadas
em lei; e sobre a arrecadação mensal de receitas correntes e o recebimento
mensal de recursos para entidades de direito público.
Atualmente, conforme explica Rachid, as contribuições
permitem acumulação de crédito de forma diferente, dependendo do setor.
"Se compro um refrigerador, ele tem crédito no processo produtivo. Se
compro no escritório, não tem. A ideia é que tudo que você comprar vai ser
crédito. Pagou x esse é o valor que vai creditar", disse. "Isso gera
litigiosidade grande", pondera.
Unificação das duas contribuições será feita em etapas
A unificação das duas contribuições será feita em etapas.
Ambas equivalem a quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as
riquezas produzidas no país). O primeiro a ser modificado é o PIS, que equivale
a quase 1% do PIB.
"Muda modelo, testa a alíquota. Uma vez trabalhado
isso, teríamos o segundo movimento de adequar a Cofins para ser semelhante.
Neste momento, será possível proceder a unificação". Ainda não há a
previsão de quanto tempo seria necessário para a unificação.
O secretário explica que a alíquota poderá ser alterada, mas
que não haverá aumento de encargos: "Vou aumentar a carga? Não. Vamos
simplificar o modelo", garante.
Para Jorge Rachid, a Receita tem um projeto pronto que
aguarda a apresentação formal ao Ministério da Fazenda e à Presidência da
República. Aprovado, será encaminhado ao Congresso Nacional para votação.
"Eu entendo que seria satisfatório, a exemplo do que
ocorre na Europa, termos poucas alíquotas. Acho que temos que levar nosso
sistema tributário para um sistema que o mundo conheça. Não posso falar para um
investidor que quer investir no Brasil e me pergunta quanto paga de Previdência
que isso depende do produto", diz. E acrescenta: "Isso é
errado".
A simplificação tributária - com a reforma do Programa de
Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social (Cofins) - é um dos 15 pontos que o governo destacou como prioridade do ponto
de vista fiscal e econômico, após o adiamento da votação da reforma da
Previdência.
Por: Agência Brasil.

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