É a segunda paralisação da empresa em menos de um mês
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© Enrique Marcarian / Reuters
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Os funcionários da companhia aérea estatal Aerolíneas
Argentinas entraram em greve geral nesta segunda-feira (26), levando ao
cancelamento de todos os seus voos nacionais e internacionais previstos para o
dia.
É a segunda paralisação da empresa em menos de um mês. Desta
vez, foram cancelados 371 voos, o que vai afetar 40 mil passageiros.
A medida foi tomada após um reunião entre os sindicatos que
representam os pilotos, os funcionários de terra e os operadores de torres de
controle vinculados à estatal.
Eles querem um aumento acima dos 15% que foi combinado com o
governo no começo do ano, quando a cifra representava a previsão de inflação
para 2018. O problema é que o índice de preços disparou e a expectativa é que
termine o ano em 40%.
A greve também é um protesto contra a suspensão de 376
funcionários que participaram da organização da paralisação anterior.
O presidente Maurício Macri já afirmou que o Estado não tem
condições de continuar repassando verba extra à Aerolíneas e que o comando da
empresa deve negociar por contra própria com os sindicatos que fazem as reivindicações.
Enquanto o impasse segue, nenhum voo da companhia estará no
ar até as 22h desta segunda no horário local (23h de Brasília).
Na manhã desta segunda, nem mesmo os call centers da empresa
estavam funcionando para a remarcação de voos. Quem tem viagem programada terá
que esperar que a paralisação termine para remarcar seu voo ou faze-lo por meio
de outra companhia aérea e depois tentar um reembolso.
A companhia apenas anunciou que "passageiros afetados
podem mudar suas passagens e destinos durante um prazo de 30 dias, ou pedir o
reembolso total do valor gasto", segundo afirmou em comunicado.
O conflito ocorre na semana em que Buenos Aires será sede da
reunião do G20, podendo afetar a chegada de comitivas e jornalistas
estrangeiros -os líderes devem começar a chegar apenas na quarta-feira (28).
Ao final do dia, os sindicatos envolvidos na greve devem se
reunir para avaliar o resultado e decidir se mantêm a mobilização ou voltam às
atividades. O governo, até agora, não se pronunciou. Com informações da
Folhapress.
Por: Notícias ao Minuto.

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