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Valter Campanato/Agência Brasil
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A prioridade do Ministério da Educação (MEC) será a educação
básica, que vai da educação infantil ao ensino médio, segundo ministro da
Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. Ele comprometeu-se a combater a
ideologização nas escolas e disse que dará ênfase ao combate ao analfabetismo.
Hoje (2), o ministro recebeu o posto de Rossieli Soares que,
por sua vez, assume a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, no governo
de João Doria.
Rodríguez iniciou o discurso dizendo que o presidente Jair
Bolsonaro, a quem chamou de “bravo capitão” ouviu a população e os anseios por
segurança e pelo combate à corrupção. Também reiterou o combate à
"ideologia marxista" nas escolas, o que tem sido ressaltado pelo
próprio Bolsonaro.
“Estamos dando os primeiros passos em uma jornada cujos
objetivos são atender os anseios da nação brasileira. Trabalharemos
intensamente para que, com apoio da família e sociedade, a educação possa
promover a afirmação das nossas crianças, jovens e adultos, seja para exercer
seus direitos como cidadãos, seja para atuarem em um mercado de trabalho cada
vez mais competitivo”, disse Rodríguez.
O ministro garantiu a ampliação e melhoria da educação em
creches e pré-escolas, a melhoria da educação de jovens e adultos, o pleno
atendimento a pessoas com deficiência, a melhoria na gestão das escolas, a
busca pela conclusão das séries na idade certa e inovação com apoio de mídias e
tecnologias.
No fim da tarde de hoje, Bolsonaro publicou no Twitter que a
prioridade será formar cidadãos preparados para o trabalho. "Ministro da
Educação desmonta secretaria de diversidade e cria pasta de alfabetização.
Formar cidadãos preparados para o mercado de trabalho. O foco oposto de
governos anteriores, que propositalmente investiam na formação de mentes
escravas das ideias de dominação socialista".
Transmissão de cargo
Na cerimônia, o ex-ministro destacou que iniciou “mudanças
importantes” e que “muitas estão nas mãos da nova gestão que se inicia”. Como
uma das medidas que precisará ser continuada, ele citou o novo ensino médio. No
governo anterior, foi aprovada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que
define o que deve ser aprendido nas escolas em todo o país, e a definição da
formação mínima dos professores, que foi enviada ao Conselho Nacional de
Educação (CNE).
“Estamos ombreados para que o Brasil certo. Só tem um lugar
que esse país precisa evoluir e muito, que é na educação, contem comigo”, disse
o ex-ministro.
A educação tem sido destacada pelo próprio presidente Jair
Bolsonaro. Pelo Twitter, o presidente declarou, no dia 31: “Uma das metas para
tirarmos o Brasil das piores posições nos rankings de educação do mundo é
combater o lixo marxista que se instalou nas instituições de ensino. Junto com
o Ministro de Educação e outros envolvidos vamos evoluir em formar cidadãos e
não mais militantes políticos”. Hoje o presidente voltou a publicar a mesma
mensagem, agora em inglês. Ele também falou no discurso de posse ontem (1º) que
terá o desafio de enfrentar a “ideologização de nossas crianças”.
Novo ministro
O ministro é filósofo e professor emérito da Escola de
Comando e Estado Maior do Exército. Ricardo Vélez Rodríguez nasceu em Bogotá,
tem 75 anos, e graduou-se em Filosofia e Teologia. Veio para o Brasil fazer
pós-graduação nos anos 1970, sempre na área de Filosofia, obtendo o título de
mestre e depois de doutor por universidades do Rio de Janeiro.
Rodríguez é autor de diversos livros, tendo dedicado sua
carreira à docência universitária e à pesquisa. Chegou a ser Pró-Reitor de
Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade de Medellín, entre 1975 e 1978, quando
retornou brevemente à Colômbia. Desde 1979, fixou residência no Brasil e deu
aulas em universidades do Rio de Janeiro, Londrina e Juiz de Fora, tendo
participado da criação de cursos de pós-graduação em Pensamento Político
Brasileiro. O ministro faz duras críticas à esquerda e defende a ampliação das
escolas militares.
Por: Agência Brasil.

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