O serviço se refere à contratação de um fornecedor para as refeições servidas pela Corte, conforme suas necessidades
![]() |
© Pixabay
|
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou na sexta-feira,
26, informações sobre um pregão eletrônico para "serviços de fornecimento
de refeições institucionais", com gasto estimado de R$ 1,134 milhão. O
serviço se refere à contratação de um fornecedor para as refeições servidas
pela Corte, conforme suas necessidades. Procurado, o Supremo disse que o edital
segue padrão do Ministério das Relações Exteriores.
O menu inclui desde a oferta café da manhã, passando pelo
"brunch", almoço, jantar e coquetel. Na lista, estão produtos para
pratos como bobó de camarão, camarão à baiana e "medalhões de lagosta com
molho de manteiga queimada". Exige ainda que sejam colocados à mesa
bacalhau à Gomes de Sá, frigideira de siri, moqueca (capixaba e baiana), arroz
de pato. Tem ainda vitela assada; codornas assadas; carré de cordeiro,
medalhões de filé e "tournedos de filé", com molho de mostarda,
pimenta, castanha de caju com gengibre.
Os vinhos recebem atenção especial. Se for vinho tinto fino
seco, tem de ser Tannat ou Assemblage, contendo esse tipo de uva, de safra
igual ou posterior a 2010 e que "tenha ganhado pelo menos 4 (quatro)
premiações internacionais". "O vinho, em sua totalidade, deve ter
sido envelhecido em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro
uso, por período mínimo de 12 (doze) meses."
Se a uva for tipo Merlot, só serão aceitas as garrafas de
safra igual ou posterior a 2011 e que tenha ganho pelo menos quatro premiações
internacionais. Nesse caso, o vinho, "em sua totalidade, deve ter sido
envelhecido em barril de carvalho, de primeiro uso, por período mínimo de 8
(oito) meses".
Para os vinhos brancos, "uva tipo Chardonnay, de safra
igual ou posterior a 2013", com no mínimo quatro premiações
internacionais.
A caipirinha deve ser feita com "cachaça de alta
qualidade", leia-se: "cachaças envelhecidas em barris de madeira
nobre por 1 (um) ou 3 (três) anos."
Destilados, como uísques de malte, de grão ou sua mistura,
têm que ser envelhecidos por 12, 15 ou 18 anos. "As bebidas deverão ser
perfeitamente harmonizadas com os alimentos", descreve o edital.
Reportagem de janeiro do jornal O Estado de S. Paulo mostrou
que o STF, por determinação do ministro Dias Toffoli, fez uma reforma no
gabinete da presidência que incluiu a substituição de carpete por piso frio e
até a instalação de um chuveiro. A obra custou R$ 443.908,43 aos cofres públicos.
Nota
Por meio de nota, o STF informou que "o edital da
licitação do serviço de refeições institucionais em elaboração pelo STF
reproduz as especificações e características de contrato semelhante firmado
pelo Ministério das Relações Exteriores (que faz o cerimonial da Presidência da
República)".
A corte informou que seu conteúdo foi analisado e validado
pelo Tribunal de Contas da União, "mas com redução de escopo: dos 21 itens
contratados pelo ministério, 15 são objeto da licitação do STF".
Sobre o custo, declarou que "o valor de R$ 1,1 milhão é
uma referência, que será submetida à disputa de preços entre as participantes
do pregão. Além disso, o contrato prevê que o STF pagará apenas pelo que for
efetivamente demandado e consumido, tendo o valor global do contrato como um
teto".
Por: Notícias ao Minuto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário