A PEC foi apresentada em setembro pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para "garantir a neutralidade política das Forças Armadas"
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A CCJ (Comissão de Constituição
e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta (29) a PEC (proposta de emenda à
Constituição) que impede a candidatura de militares das Forças Armadas da
ativa. A proposta ainda deve ser analisada pelo plenário do Senado e, se
aprovada, pela Câmara dos Deputados.
A votação ocorreu em cerca de 40 segundos, após a sabatina
de dez autoridades indicadas ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público)
e ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Patrocinada pelo governo Lula (PT), a PEC foi apresentada em
setembro pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para
"garantir a neutralidade política das Forças Armadas". O texto contou
com parecer favorável do senador Kajuru (PSB-GO), um dos vice-líderes do
governo.
Em seu relatório, Kajuru afirma que "militares da ativa
das Forças Armadas não devem estar vinculados a atividades
político-partidárias, razão pela qual o constituinte originário restringiu a
participação deles, enquanto em serviço ativo, no processo
político-eleitoral".
"Os militares federais que desejarem se candidatar,
caso já tenham mais de 35 anos de serviço, não sofrerão limitação
significativa, já que, mesmo transferidos para a reserva, manterão seus
rendimentos normalmente, sem que isso afete seu estilo de vida", diz
trecho do parecer.
"Já para os que ainda não tenham 35 anos de caserna,
embora a decisão de se candidatar acarrete a transferência para a reserva não
remunerada, caso sejam eleitos, terão outra fonte de remuneração durante o
mandato e, caso não sejam, não perderão a patente, se forem oficiais."
Por: Notícias ao Minuto.

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