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O ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine foi condenado a
11 anos de prisão(Arquivo/Agência Brasil)
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O juiz federal Sérgio Moro condenou hoje (7) o ex-presidente
do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine a 11 anos de prisão pelos
crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava
Jato. Na sentença, Moro afirmou que Bendine solicitou e recebeu propina do
Grupo Odebrecht durante o período em que esteve no cargo, a partir de fevereiro
de 2015, em substituição a ex-presidente Graça Foster.
“O condenado assumiu o cargo de presidente da Petrobras em
meio a um escândalo de corrupção e com a expectativa de que solucionasse os
problemas existentes. O último comportamento que dele se esperava era de
corromper-se, colocando em risco mais uma vez a reputação da empresa”, afirmou
Moro.
Bendine está preso no Complexo Médico-Penal (CMP) de
Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, desde julho do ano passado,
quando foi preso preventivamente a partir das investigações da Lava Jato. Ele
presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras
até maio de 2016.
Em delação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, Bendine
foi citado como um dos beneficiários de pagamento de vantagens indevidas. Em
depoimento prestado juiz Moro, Marcelo Odebrecht, um dos delatores das
investigações da Lava Jato, disse que autorizou repasse de R$ 3 milhões a
Bendine.
Após o depoimento, a defesa de Bendine considerou o
depoimento como ilação e disse que Marcelo reconheceu não ter recebido
diretamente cobrança de vantagens.
Por: Agência Brasil.

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