A CIDADANIA RECIFENSE

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Paulino Fernandes de Lima.


Recife é, sem dúvida, uma das cidades mais conhecidas do Brasil e, consequentemente, do Mundo.

Destaca-se não só pela conhecidíssima riqueza cultural e peculiarmente histórica, mas por sua privilegiada localização geográfica, já que é circunvizinha de outras capitais da região Nordeste, o que lhe confere facilidades não só na área comercial, mas de serviços em geral, especialmente no ramo turístico.

Mesmo que afetada por todas as agruras climáticas que atingem a nosso forte Nordeste, a resistência e bravura de sua população conferem-lhe um distinto traço que sustenta o desenvolvimento conquistado ao longo da sua existência.

Além de todo o seu potencial de crescimento econômico em geral, Recife é um reconhecido celeiro de grandes nomes da literatura, da música e artes em geral.

Basta citar aqui (a título de ilustração), nomes como Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Clarice Lispector, representativos do Modernismo brasileiro, tanto na poesia como na prosa. 

Na música, nem se fala. Desde Reginaldo Rossi, passando por Alceu Valença e Geraldo Azevedo, o elenco é caro.

Mesmo que não recifenses natos, alguns artistas viveram na Capital pernambucana, escolhendo-a justamente por ser um próspero pólo cultural. Como exemplos desses, tivemos o “Rei do baião”, que levou, singularmente, seu estilo Brasil afora, tendo feito escola. 

Recentemente, até o cinema brasileiro foi representado na maior premiação internacional, por Recife, fazendo com que o mundo inteiro conhecesse não só um pouco da cidade e as suas peculiaridades lingüísticas, mas sua cultura e história.

Para usar uma palavra já nem mais tão em moda, mas cabível ao caso, a Cidade de Joaquim Nabuco é um clássico exemplo de superação da teoria do Determinismo, pela do Possibilismo geográfico, em tema de geografia humana, quanto ao estudo das adversidades que o meio impõe ao homem.

Ao considerarmos as intrínsecas dificuldades climáticas impostas à região Nordeste, é natural que se empreenda muito mais esforço e investimento para a sobrevivência humana e para a obtenção do necessário desenvolvimento regional.

Nesse percurso, o espírito aguerrido do pernambucano sempre foi indispensável para que Recife se destacasse no cenário econômico, político e cultural.

Esses atrativos contribuem para que muitos, como o cearense que assina estas linhas, escolhesse a Cidade para nela viver.  

E passados 16 anos desse convívio, receber o Título de cidadania recifense, vai além de um ato simbólico concedido pelo Poder legislativo local, mas representa, antes de tudo, a assunção de um maior compromisso para com a Cidade que me acolheu.

Motivo de orgulho e de honra conferidos pela feliz iniciativa do Vereador Aderaldo Pinto, cujo requerimento (para minha alegria), foi unanimemente aprovado pela Câmara municipal da Cidade.

Viva o Recife e sua gente! 

E obrigado pela honrosa outorga da cidadania!

Por: Paulino Fernandes de Lima - Defensor Público e Professor.


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