Visionário, determinado e guiado por valores sólidos, Thallys Rodrigo Cavalcante Medeiros consolida-se como um dos principais nomes da nova geração de empreendedores comprometidos com o desenvolvimento urbano e sustentável de Surubim. Filho da terra, ele constrói sua trajetória profissional sem perder de vista o impacto social e humano de cada projeto que lidera.

Criado em um ambiente familiar pautado por ética, respeito e responsabilidade, Thallys é filho de Maria Lucilene Cavalcante Medeiros (In memoriam), natural de Chã do Rocha e residente em Surubim desde a infância, e Lenilson Oliveira Medeiros (In memoriam), natural de Frei Miguelinho, ambos ex-funcionários da Compesa. É irmão de Tássia Roberta Cavalcante Medeiros, que reside atualmente em Goiana. Desde cedo, aprendeu que sucesso verdadeiro vai além do resultado financeiro, está ligado à capacidade de gerar oportunidades e transformar realidades.

Formado no Colégio Nossa Senhora do Amparo, onde estudou da educação infantil ao ensino médio, sempre demonstrou disciplina, foco e espírito empreendedor.

À frente do Loteamento Dr. José Nivaldo, um dos projetos habitacionais mais relevantes de Surubim, Thallys foi responsável por uma mudança significativa no conceito de loteamento na cidade. O empreendimento foi o primeiro realmente planejado, com infraestrutura completa,  calçamento, rede de esgoto e organização urbana. Implantado ao lado de uma área que carregava imagem negativa, o projeto transformou a percepção da região, hoje conhecida como Bairro do Detran.

Foi justamente em um momento de desafio que surgiu um novo capítulo de sua trajetória. Com as vendas do loteamento em ritmo lento, decidiu iniciar construções próprias no local. Começou com quatro residências. O resultado foi imediato: as vendas dispararam, chegando a nove e até doze lotes comercializados por semana. Atualmente, mais de 80% do loteamento já foi vendido.

Como sócio da GM Construções, empresa com apenas um ano e meio de atuação, Thallys iniciou com quatro obras e, em pouco tempo, expandiu para nove residências entre padrões popular, médio e alto padrão. Hoje, está com oito duplex em execução e uma residência de alto padrão, totalizando nove obras simultâneas. A aceitação do mercado é expressiva, clientes satisfeitos indicam novos compradores, e uma única família adquiriu três casas no empreendimento.

A GM também se destaca por trazer para Surubim o sistema construtivo Lightwall, tecnologia sustentável que utiliza cerca de 50 litros de água para construir 100m², um contraste significativo em relação à alvenaria tradicional. Além da economia de recursos, o método oferece conforto térmico, agilidade na execução (até 80m² erguidos por dia) e maior eficiência estrutural.

A inovação também trouxe solução para um problema recorrente na construção civil local: a escassez de mão de obra. Com muitos trabalhadores migrando para o Sul do país e regiões litorâneas, ou enfrentando instabilidade profissional, Thallys precisou se adaptar. Antes trabalhava com 25 colaboradores; hoje, com o novo sistema, opera com apenas três profissionais, reduzindo custos e dores de cabeça.

Casado com a surubinense Deyse Baier, assistente social do Colégio Marista Pio XII, e pai de Alice Medeiros, Thallys encontra na família sua base e motivação. Aos 36 anos, divide com equilíbrio a rotina empresarial e a vida familiar.

O olhar para o futuro vai além das fronteiras de Surubim. Embora reconheça que já esteja consolidando seu nome na cidade, Thallys planeja expandir seus negócios para outros estados, especialmente Goiás, onde enxerga potencial de crescimento, qualidade de vida e segurança. A ligação com a região é ainda mais próxima pelo fato de sua irmã ser formada em Turismo e atuar na área hoteleira em Goiânia.

Mais do que construir imóveis, Thallys constrói legado. Seu nome passa a representar uma geração que acredita na inovação, no trabalho consistente e na responsabilidade social como pilares do verdadeiro desenvolvimento.

ENTREVISTA

BLOG MALUMA MARQUES – Para iniciarmos, apresente-se aos nossos leitores: qual é o seu nome completo, naturalidade e origem familiar?

THALLYS RODRIGO CAVALCANTE MEDEIROS – Meu nome é Thallys Rodrigo Cavalcante Medeiros, sou natural de Surubim. Sou filho de Maria Lucilene Cavalcante Medeiros (In memoriam), natural de Chã do Rocha, mas que residiu em Surubim durante toda a vida, e de Lenilson Oliveira Medeiros (In memoriam), natural de Frei Miguelinho, ambos ex-funcionários da Compesa. Tenho uma irmã, Tássia Roberta Cavalcante Medeiros, que atualmente reside em Goiana. Minha base familiar sempre foi pautada em valores como honra, honestidade e responsabilidade.

BMM – Thallys Cavalcante, de que forma o fato de ter crescido em Surubim influenciou sua visão sobre desenvolvimento urbano e empreendedorismo na cidade?

THALLYS – Maluma, crescer em Surubim influenciou completamente a minha visão. Procuro desenvolver projetos que preservem a identidade do município, respeitando sua essência. A ideia é promover o crescimento de forma responsável, sem perder a história e as características que fazem parte da cidade.

BMM – Você costuma destacar a importância dos valores familiares. Como essa base reflete diretamente nas suas decisões profissionais?

THALLYS – Tudo o que faço é fundamentado nos valores que aprendi em casa: honra, honestidade e respeito. Esses princípios orientam minhas escolhas, tanto na vida pessoal quanto na profissional.

BMM – O Loteamento Doutor José Nivaldo é considerado uma referência em desenvolvimento urbano em Surubim. Quais foram os principais desafios e aprendizados desse projeto?

THALLYS – O loteamento foi implantado ao lado de um bairro que, na época, carregava uma imagem negativa. O maior desafio foi justamente transformar essa percepção.

Foi o primeiro loteamento realmente planejado de Surubim, com calçamento, rede de esgoto e infraestrutura completa, algo que não existia anteriormente. Antes, o processo era simples: fazia-se o meio-fio, riscava-se o chão e colocava-se o terreno à venda. Esse projeto mudou a forma de lotear na cidade e, até hoje, a área é conhecida como Bairro do Detran, deixando para trás a antiga imagem negativa.

BMM – Na sua avaliação, o que diferencia o empreendedorismo comum de um projeto que realmente transforma a cidade e a vida das pessoas?

THALLYS – A principal diferença está em deixar um legado. Gerar empregos é fundamental, mas o mais importante é construir algo que permaneça, que transforme o município e gere benefícios duradouros para a população.

BMM –A GM Construções trouxe para Surubim o sistema construtivo Lightwall. O que motivou essa escolha e quais benefícios essa tecnologia oferece à população?

THALLYS – Embora não seja uma tecnologia nova, existe há cerca de 15 anos, o Lightwall vem ganhando destaque por ser um sistema mais sustentável.

Ele utiliza significativamente menos água: para construir 100 m², são necessários cerca de 50 litros, enquanto a alvenaria tradicional consome volumes muito maiores.

Além disso, oferece melhor conforto térmico, maior agilidade na execução, com a possibilidade de erguer de 60 a 80 m² por dia, paredes prontas para acabamento e resistência superior à alvenaria convencional.

Em Surubim, já existe uma construção nesse sistema, no prédio do antigo Daora Supermercado, que permaneceu fechado por muito tempo sem apresentar deterioração, algo que dificilmente ocorreria em uma construção tradicional.

BMM – Como você enxerga o papel da inovação e da sustentabilidade no futuro da construção civil no interior de Pernambuco?

THALLYS – Maluma, essa inovação já é uma realidade nas capitais. Em Recife, por exemplo, existem academias, bares, shoppings e outros empreendimentos construídos com esse sistema.

O interior também precisa acompanhar esse avanço. Não pode ficar para trás. O interior tem força e precisa demonstrar isso, trazendo inovação e sustentabilidade para a região.

BMM – Liderar equipes é apontado como uma das suas marcas. Como você define seu estilo de liderança?

THALLYS – A liderança exige jogo de cintura. Trabalho diretamente com profissionais da obra, pessoas simples, que muitas vezes têm uma postura mais rígida. É preciso saber conduzir, respeitar e dialogar para alcançar bons resultados.

BMM – Quais princípios você considera fundamentais para formar equipes engajadas e comprometidas?

THALLYS – O principal é o respeito. Também considero essencial oferecer oportunidades a quem se destaca, da mesma forma que um dia me deram oportunidades. Quem cresce precisa ajudar os outros a crescerem também.

BMM – Empreender no Brasil exige resiliência. Houve algum momento decisivo que mudou sua forma de enxergar os negócios?

THALLYS – Empreender no Brasil é bastante desafiador. Muitas vezes, o governo acaba se tornando um sócio sem investir, enquanto o empreendedor assume todos os riscos.

A burocracia é grande, mas, com persistência, ainda é possível empreender no país.

BMM – Como você equilibra as responsabilidades profissionais com a vida familiar, sendo pai e esposo?

THALLYS – Consigo manter esse equilíbrio. Tenho 36 anos e consigo administrar bem o tempo. Chego em casa, participo das tarefas e reservo os fins de semana para a família.
Sempre almoçamos juntos aos finais de semana. Minha esposa trabalha no Colégio Marista, onde atua como assistente social.

BMM – Que legado você deseja deixar por meio dos seus empreendimentos e projetos?

THALLYS – Quero deixar meu nome e uma história construída com seriedade. Se Deus quiser, quero que a GM Construções seja reconhecida não apenas em Surubim, mas em toda a região.

A empresa tem apenas um ano e meio. Comecei com quatro obras e, ao concluir essas, já avancei para nove. O objetivo é crescer com responsabilidade e construir uma trajetória sólida.



THALLYS CAVALCANTE: ENTRE CONQUISTAS, VIAGENS E LAÇOS FAMILIARES QUE INSPIRAM




O empresário surubinense Thallys Rodrigo Cavalcante Medeiros é a prova viva de que o verdadeiro sucesso vai muito além dos resultados profissionais. Com uma trajetória marcada por dedicação, visão empreendedora e valores sólidos, ele também se destaca pela forma como conduz sua vida familiar, sempre priorizando momentos de união, afeto e experiências que ficam guardadas para sempre na memória.

Ao lado da bela esposa Deyse Baier e da amada filha Alice Medeiros, Thallys transformou as viagens em uma verdadeira extensão do lar. Cada destino visitado representa não apenas lazer, mas também aprendizado, conexão e fortalecimento dos laços familiares. Entre os locais já explorados estão Campos do Jordão (SP), Aparecida, São Jorge, Chapada dos Veadeiros, Goiânia, Maragogi, além de outros pontos encantadores do Brasil. As imagens compartilhadas por ele nas redes sociais traduzem exatamente isso: felicidade genuína, cumplicidade e amor em cada detalhe.

Apaixonado por descobrir novos lugares, Thallys faz questão de incluir a família em todas as suas jornadas. Para ele, viajar é mais do que conhecer paisagens, é viver experiências completas, criar histórias e proporcionar à filha lembranças que serão levadas por toda a vida. Quem acompanha de perto sua rotina percebe claramente que, mesmo com uma agenda intensa de compromissos profissionais, ele nunca abre mão do tempo de qualidade ao lado de quem ama.

Recentemente, Thallys, Deyse e Alice estiveram em Goiânia, onde aproveitaram dias especiais ao lado da irmã Tássia Roberta, que reside na Capital Goiânia. O reencontro foi marcado por passeios, risadas e momentos de forte conexão emocional, reforçando a importância da família, independentemente da distância geográfica. A saudade é constante, e não faltam convites para que Thallys se mude para Goiânia, mas ele segue firme em sua decisão de manter suas raízes e seus negócios em Surubim, cidade que faz parte da sua história e identidade.

Mesmo com a ausência física dos pais, o legado deixado por eles permanece vivo em cada escolha, atitude e conquista do empresário. Aqueles que conhecem Thallys acreditam que seus pais, hoje no céu, acompanham com orgulho a trajetória de um homem íntegro, trabalhador e de coração generoso, que honra diariamente os valores recebidos dentro de casa.

A irmã, que compartilha do mesmo sentimento de orgulho, reconhece no irmão não apenas o empresário bem-sucedido, mas o homem de família, presente e dedicado. Embora a distância traga saudade, o que prevalece é a união, o respeito e o amor que mantêm todos conectados.

A história de Thallys Cavalcante é um testemunho claro de que é possível conciliar crescimento profissional com uma vida familiar plena. Entre compromissos, viagens e sonhos realizados, ele segue construindo uma trajetória inspiradora, mostrando que o maior patrimônio que alguém pode conquistar não está apenas nos negócios, mas nos laços familiares, nas memórias criadas e na felicidade compartilhada ao longo do caminho.

























Elegância, disciplina e propósito definem a trajetória de Lorena Ohana Souza. Aos 27 anos, a caruaruense construiu uma jornada marcada por conquistas expressivas no universo da beleza, aliadas a uma atuação profissional sólida no marketing digital internacional. Mais do que títulos, Lorena representa uma geração de mulheres que entendem a imagem como ferramenta estratégica, a comunicação como ponte e a beleza como extensão de identidade e propósito.

Natural de Caruaru, Pernambuco, Lorena sempre teve uma conexão profunda com a comunicação visual e com a moda como forma de expressão. A estética, para ela, nunca foi superficial, sempre foi linguagem. Ao longo dos anos, essa percepção tornou-se parte central de sua atuação profissional.

Modelo profissional, ela também trabalha com marketing digital voltado para empresas internacionais, desenvolvendo estratégias focadas em imagem, posicionamento e construção de marca. Seu olhar técnico, aliado à sensibilidade artística, faz com que transite com naturalidade entre o universo fashion e o corporativo.

Filha de James Souza e Maria Betânia, ambos caruaruenses, Lorena cresceu em um ambiente familiar estruturado por valores como disciplina, ética e dedicação. Ao lado dos irmãos Ingrid, Brenda, James Filho e Kayke, aprendeu desde cedo a importância da união e da construção coletiva.

Um dos grandes orgulhos de sua história é o legado do avô, Jaime de Souza, pioneiro da aviação em Caruaru e honrado instrutor da aviação caruaruense, responsável pela formação de pilotos de diversas regiões do Brasil. Um nome que marcou a história local e que representa coragem, visão e pioneirismo, características que, de certa forma, também se refletem na neta.

Seu pai é cirurgião-dentista com atuação reconhecida na cidade, e sua mãe encontra-se em formação na mesma área, reforçando a tradição familiar de compromisso com o estudo e a excelência profissional.

Na vida pessoal, Lorena vive um relacionamento com Matheus Guerra, filho de Alberto Guerra e Kelly Guerra, e neto da Advogada Nelma Cavalcanti, figura conhecida e respeitada no município de Surubim, unindo, assim, histórias familiares de relevância em diferentes cidades do estado.

Apesar da agenda intensa, Lorena mantém uma rotina baseada no equilíbrio. A prática de yoga, atividades físicas e momentos ao ar livre fazem parte do seu cotidiano. O cuidado com o corpo e a mente não é apenas uma exigência estética, mas um compromisso com saúde, clareza emocional e longevidade.

Essa disciplina silenciosa foi fundamental em sua preparação para os concursos que marcariam sua trajetória.

A entrada no mundo dos concursos de beleza aconteceu aos 25 anos. No final de 2023, Lorena conquistou o título de Miss Caruaru 2024, iniciando oficialmente sua caminhada nos palcos estaduais.

Sob a coordenação de Henricky Campos, que ela destaca como peça fundamental de apoio e suporte durante toda a preparação, iniciou uma jornada de intenso aprendizado. Postura, oratória, preparação física, passarela e construção de imagem passaram a fazer parte de sua rotina.

Em agosto de 2024, representou Caruaru no Miss Pernambuco, onde conquistou o título estadual. A vitória não apenas coroou sua dedicação, mas garantiu a oportunidade de representar Pernambuco no Miss Supranational Brasil 2025, realizado em abril, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Na competição nacional, Lorena alcançou o quarto lugar, um resultado inédito para Pernambuco em um concurso reconhecido como um dos grandes “Slams” da beleza mundial. A conquista elevou o estado a um novo patamar dentro do cenário nacional da beleza.

Quando muitos imaginavam que a jornada já estava consolidada, um novo convite mudou os rumos da história. No final de 2025, o Concurso Nacional de Beleza (CNB) convidou Lorena para representar o Brasil no Reinado Internacional do Café 2026.

Aceitar o desafio significava abrir o calendário internacional de concursos em janeiro de 2026, com pouco tempo de preparação. Mesmo assim, ela assumiu a responsabilidade, tornando-se a primeira candidata brasileira a disputar um concurso internacional naquele ano.

O Reinado Internacional do Café, realizado em Manizales, na Colômbia, é tradicionalmente o evento que inaugura a temporada mundial de concursos. Mais do que uma competição de beleza, o evento celebra a cultura cafeeira, exaltando a importância histórica, econômica e social do café, grão que movimenta economias, sustenta famílias e conecta países.

Durante o concurso, Lorena chamou atenção logo nas primeiras etapas. Recebeu o prêmio de Rosto Mais Belo da Edição, concedido pela equipe e organização da Feira de Manizales. Em seguida, conquistou também o prêmio de Melhor Rosto, entregue pela Alice Academy, marca oficial de maquiagem parceira da produção das candidatas.

Na grande final, alcançou o segundo lugar, recebendo o título de Virreina Internacional del Café 2026, uma conquista de enorme relevância que projetou ainda mais seu nome no cenário internacional e reforçou a força da representatividade brasileira.

Hoje, Lorena encerra sua trajetória no universo Miss com maturidade e gratidão. Foram anos de preparação, disciplina, viagens, renúncias e aprendizados que ultrapassam qualquer título.

Ela deixa os palcos com a consciência de que cumpriu sua missão: representou sua cidade, seu estado e seu país com elegância, postura e propósito.

Agora, volta-se integralmente para novos projetos ligados à comunicação, imagem e desenvolvimento humano. Seu desejo é continuar utilizando sua voz, sua experiência e sua vivência para impactar pessoas de forma positiva, seja no universo corporativo, digital ou social.

Mais do que coroas e faixas, Lorena Ohana Souza construiu uma narrativa de consistência, honra às raízes e coragem para atravessar fronteiras.

Uma trajetória que prova que beleza, quando aliada a propósito e caráter, torna-se legado. 












Lobos Marinhos.



 Após rodar 3.450 quilômetros entre o Brasil e a Argentina, finalmente cheguei à Península de Valdés, um dos pontos do percurso que eu mais ansiava conhecer. Sob ciprestes com aroma que lembrava sândalo, preparei uma refeição improvisada feijoada em lata com arroz integral que, acompanhada de uma cerveja Quilmes, desceu rápida, quase sem ser sentida. A pressa tinha motivo: ali começava um encontro profundo com a fauna marinha.

A primeira loberia ficava a apenas quatro quilômetros de Puerto Pirámides. Ao chegar, a sensação foi indescritível. Centenas de lobos marinhos ocupavam áreas pedregosas próximas às falésias, em um local de difícil acesso ao homem, talvez justamente por isso preservado. A maioria das fêmeas estava acompanhada de filhotes recém-nascidos, que brincavam em pequenas poças de água sob os olhares atentos das mães, enquanto os machos, cerca de três vezes maiores, vigiavam o território com rigor, impedindo a aproximação de invasores vindos de loberias vizinhas.

Mesmo com o cheiro forte e desagradável característico do ambiente, permaneci ali por horas, completamente absorvido pela cena. Foi então que algo extraordinário aconteceu: uma fêmea entrou em trabalho de parto. Entre sangue e esforço, nasceu um pequeno lobo marinho, diante dos meus olhos. A mãe passou a lamber a cria enquanto dezenas de gaivotas disputavam a placenta, compondo um retrato cru e real da vida selvagem. Muitos turistas entraram e saíram do local, mas a paciência me permitiu testemunhar o nascimento de um animal em seu habitat natural. Só isso já teria valido toda a viagem.

Os machos, quando chegam às ilhas para o acasalamento, permanecem cerca de dois meses sem se alimentar. Se se afastarem para comer, ao retornarem, seu rebanho já terá outro líder. Para afastar invasores, emitem urros graves e exibem seu tamanho e a imponente juba, semelhante à dos leões. Quando há confronto, as fêmeas afastam rapidamente seus filhotes, enquanto os machos brigam com dentadas e cabeçadas, até que o vencido, ferido e sangrando, se afasta.

Entre 1917 e 1953, somente na Península de Valdés, cerca de 260 mil lobos marinhos foram mortos pelo homem. A partir desse período iniciou-se um processo de conscientização e proteção. Hoje, vivem ali cerca de 20 mil animais, número que antes era abatido anualmente. Lobos marinhos, também chamados de leões marinhos, diferenciam-se dos elefantes-marinhos pela locomoção em terra: utilizam tanto as nadadeiras dianteiras quanto as traseiras para caminhar, enquanto os elefantes-marinhos se arrastam usando apenas as dianteiras.

Perto dali, em Caleta Valdés, tive o primeiro contato com os pingüins. Eles se aproximavam a menos de um metro, indiferentes à presença humana. No entanto, o vento forte, gelado e cortante, carregando areia e chuva, me obrigou a recuar. A maior pinguineira do planeta ficava a 180 quilômetros dali, em Punta Tombo, aguardando uma próxima etapa da viagem.

Na cidade de Trelew, visitei o Museu Paleontológico Egidio Feruglio, que abriga cerca de 30 dinossauros, entre eles o maior já encontrado na Patagônia, além de cinco mil peças que reconstituem a fauna e a flora da região ao longo de milhões de anos. Ossos com mais de dois metros de comprimento revelam a existência de animais gigantescos. Do lado de fora, a paisagem é desértica, plana e monótona, com vegetação rala por quase mil quilômetros. As raras cidades no caminho pareciam cidades fantasmas. Viajei dezenas de quilômetros sem cruzar com qualquer veículo ou casa.

Em um ponto da Ruta 3, uma pequena placa indicava discretamente “Árvores Petrificadas”. Segui por uma estrada empoeirada ao entardecer e cheguei ao local já à noite, quando o céu se tingia de um vermelho intenso, no mais belo pôr do sol que já presenciei. Um antigo esqueleto de ônibus com a inscrição “Aerolíneas Argentinas” marcava a entrada do camping. O proprietário apareceu apressado para avisar que luz e chuveiro só funcionavam por gerador, desligado pontualmente às 21 horas. Após insistência, consegui que o gerador fosse religado, apesar da convicção dele de que tomar banho após viajar por estradas empoeiradas era totalmente desnecessário.

Passei a noite sob vento intenso e, na manhã seguinte, contemplei as maiores árvores petrificadas do planeta. Troncos com mais de três metros de diâmetro e até cem metros de comprimento jaziam no solo havia cerca de 150 milhões de anos, do período Jurássico, quando a América ainda estava unida à África e não existiam o Oceano Atlântico nem a Cordilheira dos Andes. Vulcões fossilizaram uma floresta que um dia foi selva e hoje é deserto, transformada em Parque Nacional, pouco visitado por ser distante, de difícil acesso e mal divulgado.

Nesse lugar onde parece que o mundo acaba, raposas e guanacos mansos se aproximavam sem medo. Vi flamingos de coloração alaranjada e inúmeras ovelhas criadas em escala, resistentes ao frio intenso e aos ventos constantes da região. Cruzei mais de uma vez as fronteiras entre Argentina e Chile, sendo que, no lado chileno, sempre perguntavam sobre alimentos transportados, e frutas eram prontamente confiscadas.

Ao chegar ao Estreito de Magalhães, encontrei ventos violentos e mar agitado que haviam interrompido a travessia das balsas, o único meio de seguir viagem. Filas intermináveis se formavam para ônibus, caminhões e carros. Um único restaurante tentava atender milhares de pessoas ansiosas por algo quente para enfrentar o frio congelante. Gaivotas lutavam contra o vento, sendo derrubadas ao solo e buscando abrigo sob veículos.

Quando a travessia foi retomada, o mar continuava bravio. As balsas, embora protegidas por altas paredes de ferro, eram castigadas por ondas que lançavam água salgada sobre os veículos. Tudo balançava violentamente, e a sensação era de absoluto risco. A meia hora de travessia pareceu uma eternidade. Mas, graças à competência da equipe, desembarquei em segurança na Terra do Fogo.

Era início de janeiro, pleno verão, e ainda assim, às 18 horas, a temperatura não passava de seis graus. A primeira providência foi procurar um posto de lavagem para retirar o sal do veículo e evitar ferrugem. Assim começava mais um capítulo dessa viagem até Ushuaia, marcada pela força da natureza, pela resistência da vida e pela certeza de ter chegado a um lugar onde o mundo parece terminar, mas as lembranças permanecem para sempre.

Por: Dr. Marcos Eugênio Welter.


Pinguins.

Árvores Petrificadas.

Elefantes Marinhos.

Museu Arqueológico em Trelew.


Dr. Mário Carabajal.


O “quantativismo”, tão criticado por muitos ‘qualitativistas’ se faz ponte assertiva e também aprimoradora de eventos que resultam em qualidade.

Mesmo quando não se faz objetivo de alcance definido, o quantitativismo se torna  ponte ao qualititavismo por curso natural do exercício em repetição à consecução de tudo o que fazemos. Se por um lado os processos com o qualitativismo adotam intrinsecamente o slogam ‘Menos é Mais’ sem perda de avanços também quantitativos. Por outro lado todos os processos quantitativos podem, sem perda também afirmar, “Mais é mais”. Isto por apurar-se qualidades nos excessos quantitativos, com certa facilidade, diante a abundância dos eventos, passando-se a empregar e colher com critérios seletivos, tanto em busca de otimizações diversas, quanto à apuração de resultados. Mais, Melhor! Pode, sem exageros ou discrepâncias, postular o qualitativo ter origem também no quantitativismo.

Certamente, se apurado projecionalmente as bases da qualidade na origem, os processos qualitativos nascem com qualidade em limites observáveis de delimitações inclusívive com previsões de avanços também quantitativos. Se no caminho inicial quantitativo, as apurações ocorrem no curso, pelo redirecionamento. Enquanto no caminho inicial qualitativo observar-se-á redimencionamentos. Há quem negue. Mas, faz-se incondicionalmente, até mesmo por força estatística  impulsiva probabilística. Mesmo nos processos puros quantitativos, elevamo-nos em facilidades, visão, experiências e, logo, evoluímos e crescemos, com reflexos observáveis contínuos no objeto de nossas dedicações. Isto,  antes da curva de especialidade, com consequente estabilidade - acomodação sob bases sólidas e confortáveis - estágio não observado nos eventos de notória criatividade em curso.

Por: Dr. Mário Carabajal - Especialista em Pesquisa Científica, Mestre em Relações Internacionais, Doutor em Ciências Educacionais, Pós-Doutor em Filosofia. Vinte e quatro livros publicados. Presidente fundador da ALB – Academia de Letras do Brasil.

 


A BAZ não é apenas uma loja de roupas. É um espaço de identidade, autenticidade e conexão. Com dois anos de atuação no varejo, a marca já se consolidou como uma das queridinhas de Surubim, conquistando uma cartela de clientes fiel e apaixonada pelo atendimento diferenciado, pelas peças exclusivas e, claro, pelos preços que são considerados os melhores da cidade.

À frente da BAZ está Sara, influencer, empresária e uma mulher de personalidade marcante. Super simpática, carismática e querida por todos que a conhecem, ela transformou sua paixão pela moda em um negócio de sucesso. Foi dentro da loja que descobriu o quanto amava trabalhar com roupas, estilo e, principalmente, com pessoas. A BAZ nasceu dessa paixão e isso é perceptível em cada detalhe.

Um dos grandes diferenciais da BAZ é o atendimento. Sara faz questão de oferecer uma experiência única às clientes. O cuidado, a atenção e o olhar apurado para entender o estilo de cada mulher tornam cada visita à loja especial. Não é apenas sobre vender, é sobre acolher, orientar e elevar a autoestima.

Essa conexão verdadeira com o público fez com que a loja construísse uma cartela de clientes maravilhosa, que acompanha cada novidade e confia plenamente no bom gosto da empresária.

Outro ponto forte da BAZ é a exclusividade. A cada três meses, Sara vai pessoalmente a São Paulo para realizar toda a curadoria da coleção. Ela seleciona peça por peça, buscando tendências, qualidade, autenticidade e, principalmente, novidades que não se encontram facilmente na região.

O resultado são coleções com muita personalidade, estilo próprio e preços super acessíveis. As peças vindas de São Paulo chegam a Surubim com valores que surpreendem e atraem uma grande clientela, mulheres que querem estar na moda, bem vestidas e sem pagar caro por isso.

Sara tem muito bom gosto. E isso é unanimidade entre suas clientes.

A BAZ inicia um novo capítulo em sua história com a reinauguração do novo endereço na Galeria Surubim Center, em frente à Tietêka. O espaço traz mais visibilidade, mais conforto e marca um momento de crescimento e expansão da marca.

A loja está simplesmente belíssima. A decoração em prateado chama atenção e revela o cuidado estético e o olhar refinado de Sara. Cada detalhe foi pensado com carinho, desde a ambientação até a disposição das peças, criando um ambiente moderno, elegante e acolhedor.

A inauguração foi um verdadeiro evento. Tudo impecável.

O bolo, simplesmente lindo, foi assinado pela renomada Dona Formiga, do Recife, referência quando o assunto é beleza e sabor.

Os docinhos ficaram por conta do Ateliê As Marias, de Alcineide, considerados os melhores docinhos de Surubim e não é exagero!

Já os salgados finos, elogiados por todos os presentes, foram preparados por Erivania, garantindo sabor e sofisticação à celebração.

Um momento especial que reuniu clientes, amigos e admiradores para celebrar essa nova etapa da marca.

O ano de 2025 também foi marcado por um grande reconhecimento: Sara recebeu o Prêmio Personalidade Gold, considerado o prêmio mais importante de Pernambuco. A conquista reforça sua influência, credibilidade e destaque não apenas como empresária, mas como uma mulher que inspira.

Influencer, empreendedora, estilosa e determinada, Sara representa a força feminina que transforma sonhos em realidade.

A BAZ é a materialização de uma trajetória construída com dedicação, coragem e paixão. É uma marca que transmite autenticidade, personalidade e confiança. É um espaço onde cada cliente se sente especial.

E com o novo endereço na Galeria Surubim Center, a história da BAZ ganha ainda mais brilho, visibilidade e força.

Se depender do talento, do bom gosto e da determinação de Sara, o sucesso continuará sendo apenas o começo. 

A BAZ vive uma nova fase. Em novo endereço, na Galeria Surubim Center, a loja consolida dois anos de sucesso marcados por autenticidade, exclusividade e uma conexão verdadeira com suas clientes. Conversamos com Sara, empresária e influencer, que abriu o coração sobre sua trajetória, conquistas e sonhos.


ENTREVISTA




BLOG MALUMA MARQUES - Como nasceu a BAZ?

SARA BATISTA - A BAZ nasceu da minha paixão. Eu sempre gostei de moda, mas foi trabalhando diretamente com roupas e com pessoas que eu descobri que era isso que eu realmente queria para minha vida. Eu me encontrei dentro da loja. Descobri que amo montar looks, orientar, ajudar cada mulher a se sentir bonita e confiante. A BAZ nasceu desse sentimento verdadeiro.

BMM - Em apenas dois anos, a loja já se tornou uma das queridinhas de Surubim. Qual você acredita que seja o diferencial?

SARA BATISTA - Sem dúvida, o atendimento. Eu faço questão de que cada cliente se sinta única. Aqui não é apenas uma venda. É uma experiência. Eu procuro entender o estilo de cada mulher, o que ela gosta, o que valoriza o corpo dela. É sobre acolher, orientar e elevar a autoestima. Acho que isso cria uma conexão muito forte.

BMM -  A BAZ também é conhecida pelas peças exclusivas e pelos preços acessíveis. Como funciona essa curadoria?

SARA BATISTA -  Eu vou pessoalmente a São Paulo a cada três meses. Faço toda a curadoria da coleção. Escolho peça por peça, pensando nas tendências, na qualidade e principalmente em trazer algo diferente, que não se encontra facilmente aqui na região. E faço questão de manter preços acessíveis. Quero que minhas clientes estejam bem vestidas, na moda, mas sem pagar caro por isso.

BMM - O novo endereço marca uma nova fase. O que essa mudança representa para você?

SARA BATISTA - Representa crescimento e realização. Estar na Galeria Surubim Center, em frente à Tietêka, trouxe mais visibilidade e conforto para minhas clientes. Eu sonhava com esse momento. Cada detalhe da loja foi pensado com muito carinho. O prateado na decoração traz modernidade e elegância. Eu quis que o espaço refletisse a identidade da BAZ: sofisticada, mas acolhedora.

BMM -  A inauguração foi um verdadeiro evento. Como foi viver esse momento?

SARA BATISTA - Foi emocionante. Ver a loja cheia, receber o carinho das clientes, amigos e parceiros foi muito especial. Tudo foi preparado com muito cuidado. O bolo maravilhoso da Dona Formiga, do Recife, estava simplesmente impecável. Os docinhos do Ateliê As Marias, de Alcineide, que são os melhores de Surubim, fizeram o maior sucesso. E os salgados finos de Erivania estavam deliciosos. Foi uma celebração à altura dessa nova fase.

BMM - 2025 também foi o ano em que você recebeu o Prêmio Personalidade Gold. O que essa conquista significa para você?

SARA BATISTA -  Foi uma honra enorme. O Prêmio Personalidade Gold é o mais importante de Pernambuco, e receber esse reconhecimento me deixou muito emocionada. É a prova de que todo o esforço, dedicação e amor pelo que faço estão valendo a pena. Me sinto ainda mais motivada a continuar crescendo e inspirando outras mulheres.

BMM - Além de empresária, você também é influencer. Como você equilibra essas duas funções?

SARA BATISTA - Eu vejo como algo que se complementa. Como influencer, eu mostro meu dia a dia, os bastidores, as novidades da loja. Isso aproxima ainda mais minhas clientes. Eu sou exatamente como mostro nas redes: verdadeira, simples e apaixonada pelo que faço.

BMM -  Que mensagem você deixa para as mulheres que acompanham sua trajetória?

SARA BATISTA - Que nunca tenham medo de começar. Eu comecei com um sonho e muita vontade de trabalhar. Com dedicação, coragem e fé, as coisas acontecem. A BAZ é a prova de que quando a gente faz com amor, dá certo.

 BMM -  O que podemos esperar da BAZ daqui para frente?

SARA BATISTA - Muitas novidades, coleções exclusivas, tendências e crescimento. Estou sempre buscando melhorar, inovar e surpreender minhas clientes. A BAZ está só começando uma nova fase, e eu tenho certeza de que vem muita coisa linda por aí.














 


O vírus Nipah, considerado um dos patógenos mais perigosos monitorados pela ciência, voltou a acender alertas internacionais em janeiro de 2026, após a confirmação de novos casos na Índia, mais precisamente no estado de Bengala Ocidental, na região metropolitana de Kolkata (Calcutá). Embora não exista, até o momento, um cenário de pandemia, o reaparecimento do vírus preocupa autoridades de saúde por sua alta taxa de letalidade, pela possibilidade de transmissão entre humanos e pela inexistência de vacina ou tratamento específico.

O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, tem origem animal e pode ser transmitido para seres humanos. Seu principal reservatório natural são os morcegos frugívoros, conhecidos como morcegos-das-frutas, que carregam o vírus sem apresentar sintomas. A transmissão pode ocorrer quando pessoas consomem alimentos contaminados por secreções desses animais, como frutas mal higienizadas, ou entram em contato com fluidos de animais infectados. Em situações específicas, especialmente em ambientes hospitalares ou familiares, o vírus também pode ser transmitido de pessoa para pessoa, o que aumenta o nível de atenção das autoridades sanitárias.

No surto mais recente, confirmado no início de 2026, cinco pessoas testaram positivo para o vírus Nipah em Bengala Ocidental. Entre os infectados estão profissionais de saúde, o que indica transmissão associada ao atendimento hospitalar. Alguns pacientes apresentaram quadro clínico grave, incluindo comprometimento neurológico, e seguem internados sob isolamento rigoroso. Além dos casos confirmados, mais de 100 pessoas que tiveram contato direto com os infectados foram colocadas em quarentena ou sob vigilância médica, como forma de conter a disseminação do vírus.

Os sintomas da infecção pelo Nipah costumam surgir entre quatro e até vinte dias após a exposição e, no início, podem se confundir com doenças comuns: febre, dor de cabeça, mal-estar, tosse e dor de garganta. No entanto, a evolução pode ser rápida e agressiva. Em muitos casos, a doença progride para infecção respiratória grave e encefalite, uma inflamação no cérebro que pode causar confusão mental, convulsões, coma e morte. Em surtos anteriores, a taxa de letalidade do Nipah variou entre 40% e 75%, tornando-o um dos vírus mais letais já registrados.

Atualmente, não existe vacina nem medicamento antiviral específico contra o vírus Nipah. O tratamento disponível é apenas de suporte, focado em aliviar os sintomas e manter as funções vitais do paciente, muitas vezes em unidades de terapia intensiva. Por essa razão, a prevenção, a identificação precoce de casos e o isolamento rápido continuam sendo as estratégias mais eficazes para evitar a propagação da doença.

Diante dos casos confirmados, o governo indiano ativou protocolos de emergência, reforçou medidas de biossegurança em hospitais, mobilizou equipes nacionais de resposta a surtos e intensificou o rastreamento de contatos. Países vizinhos e outras nações asiáticas também passaram a adotar triagens sanitárias em aeroportos, com atenção especial a viajantes provenientes da Índia, retomando práticas semelhantes às utilizadas durante a pandemia de Covid-19. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha a situação de perto, mas, até o momento, não recomendou restrições globais de viagem, avaliando que o surto permanece localizado e sob controle.

Especialistas destacam que, apesar da gravidade do vírus, o risco de disseminação global é considerado baixo neste momento, principalmente porque a transmissão entre humanos não ocorre de forma tão eficiente quanto em vírus respiratórios altamente contagiosos. Ainda assim, o Nipah permanece na lista de ameaças prioritárias à saúde pública mundial, especialmente em um contexto de maior interação entre humanos, animais silvestres e ambientes naturais.

O ressurgimento do vírus Nipah serve como um alerta sobre a importância da vigilância epidemiológica, da pesquisa científica e do investimento contínuo em saúde pública. Mais do que motivo para pânico, o caso reforça a necessidade de informação de qualidade, prevenção e resposta rápida para evitar que surtos localizados se transformem em crises maiores.

 Após a leitura que fiz do artigo Poesia e Resistência de Paulo Franchetti.

Ronnaldo de Andrade.



Agradou-me bastante do artigo Poesia e Resistência. A  questão da poesia como resistência e da resistência à poesia têm me causado alguns questionamentos. Parece que na atualidade a poesia tem sido usada mais, do que antes, como resistência ou escudo e veículo de denúncias, com uma linguagem mais objetividade do que subjetividade, usada por certos poetas e poetisas.

Alguém falou que por si só a pessoa por ser poeta já cumpre um papel social. E outra, não sei se foi Mariza Lajolo, disse que a poesia já é um papel social. Eu vejo essas declarações com bons olhos, pois penso que tanto a poesia quanto o poeta atuam no social, são militantes dentro da sociedade, sem ser preciso escolher um lado, um tema, um grupo. 

Massaud Moisés, em sua obra A Criação Poética (1977), diz o seguinte:  
“De  certo modo é verdade: quanto mais se progride a investigação do fenômeno poético, mais a realidade se evidencia, como se o primeiro conduzisse necessariamente ao segundo, ainda que para renegá-lo ou colocá-lo entre parênteses.”  
 
Alguns coletivos e pessoas individuais têm feito prosa e chamam de poesia, quando muitos desses textos não fazem lembrar, pela sua estética, essência e composição geral uma poesia moderna (nem clássica), desconsiderando o básico da Lei do Verso. 

Por causa disso, também, é que a forma poética SPINA veio à luz e tem sido aceita, mesmo que de maneira tímida, e ganhado adeptos Brasil afora. As seis antologias do gênero, publicadas nestes sete anos e os mais de vinte livros de autores independentes confirmam o que falei.

Daqui a alguns anos, talvez, algum(a) estudioso(a) tomará conhecimento do SPINA (ou se interessará por ele) e verá sua importância poética e estética, e o que se encontra além desses dois elementos, e poderá falar ao seu respeito e das poetisas e dos poetas que viram no SPINA valor literário, uma nova e instigante forma de se expressarem,  e por isso se dedicaram e se dedicam a ele sem negligenciar em suas escritas os acontecimentos sociais, políticos etc. de sua época.

Todavia; volto ao texto bastante reflexivo e digo que fui surpreendido, positivamente, quando li a referência ao poeta acreano, falecido em 87, o também político,  JG de Araújo Jorge. Poeta do amor e social, dono de uma obra imensa e ignorada pela crítica da época (e atual), mesmo sendo um dos maiores vendedores de livros, como citado no texto Poesia e Resistência, e um dos mais populares poetas do seu tempo. 

Muitos livros de JG, ou simplesmente José Guilherme, tiveram vendas expressivas e reedições que se esgotaram entre quinze e trinta dias. Entre seus livros mais vendidos posso citar Bazar de Ritmos, a coletânea de capa dura e cor vermelha em quatro volume, Os mais Belos Poemas que o Amor Inspirou. Outrossim seu único romance, Um Besouro Contra a Vidraça. A Sós, Canto da Terra, O Poeta na Praça, esses dois últimos de poesias sociais (ou de resistência?) entre outros.

JG de Araújo Jorge estreia na literatura em 34, com o livro Meu Céu Interior. No ano anterior, o poetinha Vinícius de Moraes havia publicado seu  primeiro livro, O Caminho para Distância, isso 33.

Mas, afinal, o que é resistência na poesia? Poesia de Resistência? Também tem o romance de resistência? 

Os críticos atuais, os avaliadores de prêmio de literatura como o Jabuti, o Oceanos etc., têm se interessado mais pela temática da obra do que pelas características que definem cada tipo de poesia e os diversos tipos de romances. O conto e a crônica têm sido analisados levando em conta suas estruturas?  Quais são os tipos de crônicas? Todas seguem o mesmo padrão estético e característicos? Será que só a temática desenvolvida coerentemente justifica a aceitação dentro desse ou daquele tipo de texto e deve  ser aceito como pertencente a ele?

Meu envolvimento é, por menor que seja, maior com a Poesia, por razões que não cabe falar aqui. E não só pela Poesia, mas também pelo Poema onde a poesia existe. Cada tipo de Poema tem uma estrutura própria que recebe a poesia. Vejo o Soneto, a Trova, o Cordel,  a Ode, a Elegia, o Madrigal, a Sátira, o Poema-piada, o poema Concreto; também a poesia-Práxis de Mário Chamie, a poesia Neoconcreta, e algumas das formas poéticas recentes, como: Aldravia, Poetrix, Piramidal, SPINA, só para citar algumas, cada uma com sua bula, seu conceito. E o que dizer do HAIKAI, Haicai, Hokku e Haiku? São a mesma coisa ou têm conceitos distintos uns dos outros? São escritos e pensados como poesia ou poema? Ou quem os pratica pensam neles das duas formas, por saber que ambas andam juntas como aliadas, parceiras, assim, tal e qual no “eu com o próprio eu”?

Sei que há tempos se fala em verso sem poesia. Se o verso não tem poesia, é certo que é poema, porque o poema é formado por verso-linha! 

É muito comum se falar em poesia, porque ela está ligada, a meu ver, a quem a escreve, apresentando as características, o estilo e versatilidade do(a) autor(a) que a compõem. No entanto; quem fala do Poema? Quem criou esse e aquele tipo de Poema e o que os fez ser criados, qual a ideologia por traz dessas criações? Podemos dizer que isso fica para os estudiosos, para os críticos e curiosos responderem. 

Infelizmente, da década de 60 para cá, ou seja, do Concretismo, ou final do século XX, pouquíssimo tem se falado de algum tempo de Poema. E se tratando dos Poemas surgidos no século XXI, esses têm sofrido com o desdém de críticos e estudiosos, que estão com os olhos voltados às formas poéticas do passado, mas exaltam um grupo de poetas modernos, e com o termo moderno não me refiro aos poetas contemporâneos do século XXI. Sim! há quem fala sobre a poesia atual, mas de modo muito sucinto.

Enquanto as formas poéticas atuais continuam sendo objetos de desprezo. Todavia; elas seguem na Luta para resistirem e chegarem à posteridade, mesmo que seja só fragmentos, como muitas da Baixo Idade Média e Alta Idade Média que chegaram até nós, e, assim, como o Soneto que teve altos e baixos e voltou anos depois a ficar em alta novamente, e é visto como o carro-chefe das formas poéticas.

Há tempos que não se houve falar nem aparece alguém compondo sextina, forma poética antiga. Não que seja necessário o(a) poeta conhecer as Leis do Verso, mas, como salienta Mariza Lajolo (2001): “se saber como se formam os ciclones não nos dá poder sobre eles, saber identificá-los mais cedo, dá tempo de procurar abrigo mais seguro. 

Saber de onde vêm e como se formulam certas noções de literatura, torna nossa opinião mais rigorosa e nossos argumentos mais forte. Permite-nos discernir os recursos teóricos e ideológicos em que se fundam os conceitos oficiais de literatura...”

Portanto, se Poesia é resistência, penso que o Poema tem sua relevância, porque ele existe como suporte daquela, sendo mais resistente por carregá-la. Pode parecer absurda essa afirmativa, mas o Poema é muito mais resistente do que a Poesia. Tanto que muitos continuam existindo sem receberem a devida atenção, como recebem as poesias contidas neles e alguns autores.

É preciso levar em conta os aspetos estéticos de cada tipo de Poema. Aristóteles e Horácio deixaram alguns exemplos sobre isso. 

Por: Ronnaldo de Andrade - Poeta e Professor, tem quatro livros publicados 
e organizou quatro antologias de poemas SPINAS.