DEPRESSÃO: O MÉDICO PSIQUIATRA FERNANDO FILIZOLA DESTACA O QUE É POSSÍVEL FAZER PARA CURÁ-LA

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Dr. Fernando Filizola - Psiquiatra.


Diante da crise que o povo brasileiro enfrenta e de tantos outros problemas que surgem no dia a dia e que afetam o lado emocional e psicológico das pessoas, a depressão tem se tornado um tema muito comum. Segundo dados divulgados em 2015 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo. Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%.

Já no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. De acordo com a OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina.

A doença, no início apresenta sintomas comuns, mas, segundo o psiquiatra Fernando Filizola, a depressão apresenta graus diferentes em cada paciente. Fernando Filizola atende pessoas com depressão há vários anos, em sua clínica particular, e também atua como médico no governo do Estado de Pernambuco.

Confira a entrevista abaixo:


BLOG MALUMA MARQUES - O que é a depressão?

FERNANDO FILIZOLA - A depressão é uma doença que vem sendo extremamente crescente hoje em dia, em todo o mundo. Ela vem acompanhada de vários sintomas que a caracterizam como tristeza, falta de ânimo, insônia, ausência de apetite, e quando associada à ansiedade pode causar um aumento de apetite. Geralmente é uma doença que causa repercussão no corpo inteiro.

BMM - Quais as causas da depressão?

FILIZOLA - As causas são variáveis e existe uma carga genética que causa isso tudo, mas pode decorrer também de fatores ambientais por perdas familiares, problemas enfrentados no dia a dia, aumento das problemáticas de vida.

BMM - Qual a importância do apoio familiar para ajudar o paciente?

FILIZOLA - A família é fundamental para ajudar o paciente, tem que haver o entendimento, acompanhamento no uso correto do medicamento, inclusive para a recuperação do quadro psiquiátrico.

BMM - Quanto tempo em média é realizado o tratamento de pacientes com depressão?

FILIZOLA - O tratamento é muito variado e depende do tipo da depressão, por isso cada paciente tem um tratamento específico. Geralmente o tempo mínimo é de seis meses, mas têm pacientes que com dois ou três meses de tratamento já não apresentam mais os sintomas.

BMM - A depressão tem cura?

FILIZOLA - Tem sim, hoje em dia temos uma variedade de antidepressivos que curam totalmente o quadro depressivo.  Mas isso não significa dizer que num determinado tempo da vida a depressão não possa voltar. Pois quem teve a doença tem uma predisposição e pode ter outro episódio depressivo.

BMM - Quais os cuidados as pessoas devem ter para evitar a doença?

FILIZOLA - Não permitir que os fatores ambientais, externos, prejudiquem o emocional da pessoa. Aprender a conviver com seus problemas, pois tem problemas que são insolúveis e que não dependem das pessoas resolvê-los. 

BMM - Em que a psiquiatria pode contribuir para os pacientes com depressão?

FILIZOLA - Hoje temos antidepressivos que atuam tanto na serotonina quanto na adrenalina, que são dois neurotransmissores envolvidos nos quadros depressivos. Muitas vezes quando um paciente não se dá com um remédio, temos outros para oferecer, até que ele possa se sentir bem.

BMM - Por que tantas pessoas na sociedade têm preconceito com quem tem depressão?

FILIZOLA - Isso é uma coisa que vem melhorando a cada dia. Hoje um paciente deprimido é visto realmente como um portador de doença. Depressão era uma doença vista como se só a força de vontade resolvesse. Hoje se sabe que isso ajuda, mas tem que ter um tratamento médico correto para alcançar um retorno positivo.

PERFIL


Dr. Fernando Filizola - Psiquiatra.
Fernando Antônio Silva Filizola é formado em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, (1980). É especialista em Psiquiatria e participa, sempre que possível, de congressos de medicina em sua área de atuação, inclusive de congressos internacionais.  Recentemente participou de dois congressos, um de psiquiatria e outro de comportamento e emoções, este último na Alemanha. É filho de Júlio César Filizola e Marina Silva Filizola. Tem dois irmãos, o psiquiatra Vicente e a biomédica Ana Maria. É casado com Márcia Filizola, tem três filhos, Patrícia, Erika e Rodrigo, e quatro netos.

Ainda este mês de outubro, Fernando Filizola vai participar de mais um congresso brasileiro de Psiquiatria que vai acontecer em São Paulo. “Estou indo para esse congresso porque é uma forma de me atualizar e compartilhar conhecimentos com outros médicos. É sempre muito gratificante. Me sinto realizado na minha profissão,” destacou Fernando Filizola.   



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Um comentário:

  1. Excelente profissional!
    Parabéns pela sua trajetória e por cuidar tão bem dos seus pacientes.

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